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Câmara dos EUA diminui poder de Trump na guerra do Irã

Decisão contou com apoio de 4 deputados republicanos e ainda precisa ser analisada pelo Senado; negociações pelo fim do conflito seguem em impasse

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SBT News
03/06/2026, 22:05 • Atualizado em 04/06/2026, 04:32
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A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (3) uma resolução que obriga o presidente Donald Trump a ter autorização do Congresso para seguir com a guerra no Irã. A ação ainda precisa ser analisada no Senado, mas não depende de sanção presidencial.

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A aprovação contou com a “virada de casaca” de quatro deputados republicanos, que se juntaram à oposição no placar de 215 a 208. O texto é de autoria do deputado democrata Gregory Meeks, de Nova York, da Comissão de Relações Exteriores da Câmara. As informações são da CNN International.

Trump vinha usando a prerrogativa de comandante-em-chefe das Forças Armadas para driblar a necessidade de chancela do Congresso, mas a resolução determina que o governo encerre as hostilidades no Irã a menos que o Congresso aprove a declaração de guerra ou o uso de força militar na região.

Na prática, a decisão sinaliza uma crescente perda de apoio à guerra inclusive entre congressistas republicanos, que controlam tanto a Câmara quanto o Senado.

A votação estava originalmente prevista para 21 de maio, mas foi adiada por iniciativa do presidente da Câmara, Mike Johnson, por receio de que o baixo quórum na ocasião favorecesse a resolução restritiva.

Na terça (2), os Estados Unidos lançaram novos ataques contra o Irã alegando resposta à ofensiva do regime contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. O alvo foi uma estação de controle terrestre iraniana localizada na Ilha Qeshm, no Estreito de Ormuz.

As hostilidades seguem em meio às negociações diplomáticas mediadas pelo Paquistão por um acordo que amplie o cessar-fogo, reabra o Estreito de Ormuz e viabilize futuras negociações envolvendo restrições ao programa nuclear iraniano.

Conforme afirmou Trump nesta quarta, o Irã teria concordado em não ter mais armas nucleares, mas poderia ainda “mudar de ideia".

As declarações de Washington e Teerã sobre o fim da guerra iniciada no fim de fevereiro têm sido conflitantes. Em audiência no Senado, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou na terça (2) que as negociações continuam, enquanto a mídia estatal iraniana diz que as conversas foram interrompidas por tempo indeterminado.

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