Canadá diz que EUA concordaram em negociar tarifas
Trump anunciou tarifas de 50% para determinados produtos canadenese e ampliou tensão com país vizinho

Conheça Mark Carney, o próximo primeiro-ministro do Canadá | Associated Press
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou que conversou com Donald Trump nesta terça-feira (21) e que ambos concordaram em intensificar as negociações comerciais entre o Canadá e os Estados Unidos. A confirmação ocorre em meio ao anúncio do governo norte-americano de impor tarifas adicionais de 50% sobre determinados produtos canadenses.
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"Concordamos em intensificar as negociações nas próximas semanas, e a equipe e eu estamos ansiosos para isso", disse Carney. Ele acrescentou que todas as opções estão sobre a mesa caso os Estados Unidos levem adiante as tarifas. Na segunda-feira (20), após o anúncio dos Estados Unidos, Mark Carney acusou Washington de violar o tratado comercial e prometeu uma retaliação equivalente.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na segunda-feira (20) três proclamações para impor tarifas adicionais de 50% sobre determinados produtos canadenses. A medida, que entra em vigor em 30 dias, foi adotada com base na Seção 338 da Lei Tarifária de 1930, como resposta ao que Washington classifica como um tratamento "discriminatório" do governo canadense contra produtos norte-americanos.
A nova tarifa atinge itens variados, como vinhos, tacos de hóquei e cimento. Setores considerados estratégicos, como energia, pesca e minérios críticos, foram excluídos da medida.
A mais recente tensão entre os dois países vinha se formando havia alguns dias. Na sexta-feira (17), Trump ameaçou impor novas tarifas ao Canadá, alegando que a fumaça dos incêndios florestais no país vizinho deteriorou a qualidade do ar no Nordeste dos Estados Unidos. A declaração ampliou o desgaste diplomático e foi seguida por críticas de autoridades canadenses, que acusam Washington de usar questões ambientais como justificativa para pressões comerciais.
A Casa Branca também criticou o boicote a bebidas alcoólicas provenientes dos Estados Unidos, adotado por várias províncias canadenses. Segundo o governo norte-americano, o Canadá retirou produtos alcoólicos norte-americanos das prateleiras, ampliou o acesso de bebidas europeias ao mercado interno e impôs limites à importação de veículos dos Estados Unidos fabricados por empresas que transferiram parte da produção para outros países.















