Pentágono contrata condenado por ataque ao Capitólio
Elias Irizarry foi nomeado para uma função no Escritório de Operações Especiais e Conflitos de Baixa Intensidade do Departamento de Defesa

Elias Irizarry é flagrado no telhado do Capitólio, em Washington, em 6 de janeiro de 2021 | Foto: Divulgação/FBI
O Pentágono contratou um homem condenado por participar do ataque ao Capitólio, sede do Congresso dos Estados Unidos, em janeiro de 2021, para um cargo em um setor responsável por operações de combate ao terrorismo. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (3) pelo jornal "The Washington Post".
Segundo a reportagem, Elias Irizarry foi nomeado para uma função no Escritório de Operações Especiais e Conflitos de Baixa Intensidade do Departamento de Defesa. O órgão confirmou a contratação e afirmou que ele é "um jovem profissional qualificado e patriota”, acrescentando que tem “orgulho de tê-lo como nomeado político".
Irizarry, que tinha 19 anos na época da invasão ao Capitólio, declarou-se culpado e foi condenado a 14 dias de prisão em 2023. Durante o processo, ele disse sentir vergonha por sua participação nos atos: "O dia 6 de janeiro representou algo verdadeiramente horrível; foi o maior ataque à nossa democracia desde a Guerra Civil."
Imagens registradas durante o ataque mostram Irizarry escalando o prédio do Capitólio, entrando por uma janela quebrada e acessando o telhado enquanto segurava uma barra de ferro. Na ocasião, ele usava um boné com a frase "Make America Great Again" ("Torne a América Grande Novamente"), slogan da campanha eleitoral do presidente Donald Trump.
A contratação provocou forte repercussão interna. Funcionários questionaram como uma pessoa condenada por participação no ataque ao Capitólio pode ser considerada apta a ocupar um cargo que envolve informações e atividades de alta sensibilidade na área de segurança nacional.
O ataque ao Capitólio deixou cinco mortos e mais de 140 policiais feridos. Manifestantes romperam barreiras de segurança, quebraram janelas, invadiram o plenário e depredaram gabinetes de parlamentares. A sessão que certificaria o resultado da eleição presidencial foi interrompida, e congressistas precisaram ser evacuados às pressas.
O episódio deu origem a uma ampla investigação criminal, que resultou em centenas de condenações. No entanto, após retornar à Casa Branca, Donald Trump concedeu perdão presidencial a mais de 1.500 pessoas acusadas ou condenadas por envolvimento nos atos, revertendo ou encerrando grande parte das consequências judiciais relacionadas ao caso.















