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Trump desiste de fundo para indenizar 'perseguidos'

Plano de ressarcir pessoas que afirmam ser alvo de perseguição política 'está morto por enquanto', afirmou um alto funcionário do governo

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Sofia Pilagallo
01/06/2026, 22:16 • Atualizado em 01/06/2026, 22:16
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Aprovação de Trump cai para 35% após perda de apoio entre republicanos, aponta pesquisa Reuters/Ipsos | REUTERS/Evan Vucci

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu abandonar seu fundo bilionário que beneficiaria aliados políticos, incluindo apoiadores com ligações à invasão do Capitólio, em janeiro de 2021. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (1º) pelo portal "Axios", que ouviu dois altos funcionários do governo. "Está morto por enquanto", afirmou uma das fontes.

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Na sexta-feira (29), uma juíza impediu temporariamente o governo de prosseguir com o fundo de US$ 1,8 bilhão (R$ 9 bilhões), batizado de "Fundo Anti-instrumentalização". Leonie Brinkema, indicada pelo ex-presidente Bill Clinton, ordenou ao Departamento de Justiça que suspendesse qualquer ação adicional em relação ao fundo, incluindo a transferência de dinheiro para ele.

Segundo o procurador-geral interino Todd Blanche, o fundo estabeleceria um mecanismo para que pessoas que afirmam ter sido alvo de perseguição política solicitem compensações financeiras. O governo não informou quem poderia ser beneficiado nem detalhou os critérios para concessão das indenizações.

Mais de 1.500 pessoas foram acusadas pelo ataque ao Capitólio, mas receberam um perdão presidencial amplo concedido por Trump, anulando centenas de processos pendentes. Questionado sobre a possibilidade de essas pessoas receberem pagamentos, Trump afirmou que a decisão caberia ao comitê responsável pelo fundo, uma comissão composta por cinco integrantes indicada por Blanche.

Aliados de Trump como o ex-estrategista Steve Bannon e o ex-assessor comercial Peter Navarro poderiam ser beneficiados pelo fundo. Ambos foram condenados por desacato ao Congresso dos EUA após se recusarem a cumprir intimações emitidas pelo comitê da Câmara dos Representantes que investigava o ataque ao Capitólio.

O fundo para indenizar supostas vítimas de perseguição política foi criado a partir de um acordo judicial entre o governo Trump e a Receita Federal dos EUA (IRS). O acordo encerrou um processo em que Donald Trump pedia US$ 10 bilhões (R$ 50 bilhões), alegando que suas declarações de imposto de renda foram tratadas de forma indevida por motivos políticos.

Como parte do acordo entre Trump e a Receita Federal dos EUA (IRS), o governo teria encerrado investigações fiscais e cobranças de impostos envolvendo Trump, seus familiares e empresas do grupo Trump. O acordo previa ainda que o governo faria um pedido oficial de desculpas ao presidente.

O fundo rendeu fortes críticas de parlamentares democratas, organizações de ética pública e até mesmo de republicanos, criando um racha no partido. O senador Mitch McConell, por exemplo, afirmou que o fundo seria "moralmente errado" e "totalmente estúpido". Já a senadora Susan Collins ressaltou que condenados por violência contra autoridades não deveriam receber compensação.

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