Homem parcialmente sugado de avião revive trauma ao dormir
Ljubisa Karović, de 61 anos, revelou que ainda ouve o estrondo da janela se rompendo sempre que fecha os olhos à noite
Sofia Pilagallo
Ljubisa Karović, de 61 anos, homem que sobreviveu após ser parcialmente sugado para fora de um avião em 10 de julho de 2026 | Foto: Reprodução/Facebook/Karovic Ljubisa - 23.02.2023
O passageiro que foi parcialmente sugado para fora de um avião após o rompimento de uma janela afirmou que ainda ouve o barulho do estrondo da janela se rompendo sempre que fecha os olhos para dormir. Em entrevista ao jornal britânico "The Guardian", Ljubisa Karović, de 61 anos, relembrou o incidente ocorrido na manhã de 10 de julho, durante um voo da Ryanair entre a Grécia e a Alemanha.
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Karović dormia no assento 11F, junto à janela, quando foi despertado pelo forte ruído. Com a despressurização da cabine, ele foi projetado para fora da aeronave da altura do peito para cima e perdeu a consciência.
"A explosão é o que me lembro. É o ruído que precede o caos, o ruído que está sempre presente quando fecho os olhos para dormir", afirmou.
Segundo o advogado Vasilis Tsiaras, Karović ficou com a cabeça e o braço direito para fora do avião, que voava a cerca de 4.500 metros de altitude e a mais de 600 km/h. A situação teria durado entre um minuto e meio e dois minutos.
Outros passageiros se mobilizaram para segurá-lo e puxá-lo de volta para dentro da cabine. Um homem também tentou bloquear a abertura, primeiro com uma bolsa, que foi sugada para fora, e depois com uma mala.
Svetlana, esposa de Karović, estava sentada três fileiras atrás e correu para ajudar. Segundo ela, os próprios passageiros socorreram o marido durante os momentos iniciais da emergência.
"Um homem, acho que era albanês, foi incrível", disse. "Ele fez tudo o que pôde para trazê-lo para dentro e depois tentou bloquear a janela. Seremos eternamente gratos a ele."
Karović declarou ter sido informado de que desmaiou duas vezes dentro do avião e que seu rosto ficou temporariamente inchado e deformado por causa da pressão e da forte corrente de ar. Ele acredita que o cinto de segurança pode ter sido fundamental para impedir que fosse completamente lançado para fora.
O homem ainda apresenta queimaduras e hematomas no braço direito, que se estendem até a axila e o peito. Cerca de quatro dias após receber alta hospitalar, ele também usava um colar cervical para sustentar a cabeça e relatava dores na região do pescoço.
"Não me lembro de muita coisa e minha cabeça e pescoço ainda doem, mas estou vivo. Pode ter sido o cinto de segurança, o fato de eu ainda estar preso. Mas talvez seja o destino", afirmou. "Acredito em Deus e agradeço a Ele todos os dias."
Os médicos advertiram que a recuperação deverá ser lenta e recomendaram o uso do colar cervical por pelo menos seis semanas. Após esse período, a equipe médica avaliará se será necessária uma cirurgia.
A atuação dos comissários de bordo durante o incidente é contestada pela família e pelo advogado de Karović. Eles afirmam que os tripulantes ficaram paralisados e que o passageiro foi socorrido inicialmente apenas por outras pessoas que estavam no avião.
A Ryanair rejeitou as acusações e afirmou que a tripulação realizou um "trabalho fenomenal". Segundo a companhia aérea, durante a despressurização e a descida de emergência, passageiros e funcionários precisavam permanecer com os cintos afivelados e usar máscaras de oxigênio.
A empresa declarou que, após o avião alcançar uma altitude segura, os comissários transferiram Karović para um assento ao lado da esposa e solicitaram que um médico permanecesse com o casal até o pouso. A companhia acrescentou que equipes de atendimento médico estavam à espera da aeronave em Salônica.
O advogado, no entanto, afirma que Karović e a mulher não receberam assistência ou apoio da empresa após o episódio. O filho do casal, responsável pela reserva da viagem, teria sido a única pessoa da família contatada pela Ryanair.
A causa do rompimento da janela ainda é investigada. Karović, que viajava à Alemanha para comemorar o aniversário do irmão, afirmou que se arrepia ao pensar em entrar novamente em um avião.
"Há imagens que voltam à tona, o barulho da explosão, o caos, mas eu quero me recuperar", disse. Ao ser questionado sobre o que diria a outros passageiros, deixou um alerta: "Usem sempre o cinto de segurança. Não quero que ninguém sofra o que eu sofri."
Homem parcialmente sugado de avião revive trauma ao dormirLjubisa Karović, de 61 anos, revelou que ainda ouve o estrondo da janela se rompendo sempre que fecha os olhos à noiteMundo2026-07-21T22:22:02.929ZO afirmou que ainda ouve o barulho do estrondo da janela se rompendo sempre que fecha os olhos para dormir. Em entrevista ao jornal britânico "The Guardian", Ljubisa Karović, de 61 anos, relembrou o incidente ocorrido na manhã de 10 de julho, durante um voo da Ryanair entre a Grécia e a Alemanha. Karović dormia no assento 11F, junto à janela, quando foi despertado pelo forte ruído. Com a despressurização da cabine, ele foi projetado para fora da aeronave da altura do peito para cima e perdeu a consciência. "A explosão é o que me lembro. É o ruído que precede o caos, o ruído que está sempre presente quando fecho os olhos para dormir", afirmou. Segundo o advogado Vasilis Tsiaras, Karović ficou com a cabeça e o braço direito para fora do avião, que voava a cerca de 4.500 metros de altitude e a mais de 600 km/h. A situação teria durado entre um minuto e meio e dois minutos. Outros passageiros se mobilizaram para segurá-lo e puxá-lo de volta para dentro da cabine. Um homem também tentou bloquear a abertura, primeiro com uma bolsa, que foi sugada para fora, e depois com uma mala. Svetlana, esposa de Karović, estava sentada três fileiras atrás e correu para ajudar. Segundo ela, os próprios passageiros socorreram o marido durante os momentos iniciais da emergência. "Um homem, acho que era albanês, foi incrível", disse. "Ele fez tudo o que pôde para trazê-lo para dentro e depois tentou bloquear a janela. Seremos eternamente gratos a ele." Karović declarou ter sido informado de que desmaiou duas vezes dentro do avião e que seu rosto ficou temporariamente inchado e deformado por causa da pressão e da forte corrente de ar. Ele acredita que o cinto de segurança pode ter sido fundamental para impedir que fosse completamente lançado para fora. O homem ainda apresenta queimaduras e hematomas no braço direito, que se estendem até a axila e o peito. Cerca de quatro dias após receber alta hospitalar, ele também usava um colar cervical para sustentar a cabeça e relatava dores na região do pescoço. "Não me lembro de muita coisa e minha cabeça e pescoço ainda doem, mas estou vivo. Pode ter sido o cinto de segurança, o fato de eu ainda estar preso. Mas talvez seja o destino", afirmou. "Acredito em Deus e agradeço a Ele todos os dias." Os médicos advertiram que a recuperação deverá ser lenta e recomendaram o uso do colar cervical por pelo menos seis semanas. Após esse período, a equipe médica avaliará se será necessária uma cirurgia. A atuação dos comissários de bordo durante o incidente é contestada pela família e pelo advogado de Karović. Eles afirmam que os tripulantes ficaram paralisados e que o passageiro foi socorrido inicialmente apenas por outras pessoas que estavam no avião. A Ryanair rejeitou as acusações e afirmou que a tripulação realizou um "trabalho fenomenal". Segundo a companhia aérea, durante a despressurização e a descida de emergência, passageiros e funcionários precisavam permanecer com os cintos afivelados e usar máscaras de oxigênio. A empresa declarou que, após o avião alcançar uma altitude segura, os comissários transferiram Karović para um assento ao lado da esposa e solicitaram que um médico permanecesse com o casal até o pouso. A companhia acrescentou que equipes de atendimento médico estavam à espera da aeronave em Salônica. O advogado, no entanto, afirma que Karović e a mulher não receberam assistência ou apoio da empresa após o episódio. O filho do casal, responsável pela reserva da viagem, teria sido a única pessoa da família contatada pela Ryanair. A causa do rompimento da janela ainda é investigada. Karović, que viajava à Alemanha para comemorar o aniversário do irmão, afirmou que se arrepia ao pensar em entrar novamente em um avião. "Há imagens que voltam à tona, o barulho da explosão, o caos, mas eu quero me recuperar", disse. Ao ser questionado sobre o que diria a outros passageiros, deixou um alerta: "Usem sempre o cinto de segurança. Não quero que ninguém sofra o que eu sofri."São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/homem-parcialmente-sugado-de-aviao-revive-trauma-ao-dormir
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