Rogerio Marinho diz que campanha de Flávio Bolsonaro revisará alianças após caso Master
Senador cita investigações sobre o Banco Master, critica proposta de fim da escala 6x1 e afirma que chapa para 2026 buscará ampliar o eleitorado




Vicklin Moraes
Raquel Landim
Marcela Mattos
Nathalia Fruet
O senador Rogerio Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quinta-feira (16) que o grupo político deve reavaliar suas alianças diante das apurações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e o caso Master.
Em entrevista ao Poder Expresso, Marinho comentou os impactos da Operação Compliance, criticou a proposta de redução da jornada de trabalho (escala 6x1) e detalhou a estratégia para a escolha do vice em 2026.
Sobre as investigações envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro, Marinho foi enfático ao dizer que o caso é apenas o começo: "Me parece que é a ponta do iceberg, o início de um processo que vai atingir um grande grupo de pessoas influentes nas três esferas de poder". Segundo ele, as descrições dos fatos lembram um "enredo de filme de James Bond".
Devido a essas apurações, o senador confirmou que o grupo político terá cautela com aliados citados, confirmando que o PL já tomou decisões estratégicas.
"Nós não vamos apoiar o ex-governador Ibaneis ao Senado aqui no Distrito Federal. Nós temos duas candidaturas no PL, a deputada Bia Kicis e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro".
Escala 6x1: "Tratar desiguais como iguais"
Ao analisar a PEC da redução da jornada de trabalho, Marinho afirmou que o governo usa o tema para tentar recuperar popularidade, mas ignora a realidade econômica. Para ele, "o que o governo quer agora é tratar os desiguais de forma igual", referindo-se às diferenças entre setores como a indústria e o pequeno comércio.
O senador ironizou a forma como o tema tem sido levado à opinião pública: "Se você me perguntar se eu quero ganhar o mesmo e trabalhar menos, e se eu disser que sou contra, você manda me internar. Todo mundo quer. A pergunta está mal endereçada". Segundo ele, falta racionalidade no debate:
Eleições 2026 e a busca pelo Vice
Questionado sobre o perfil para a chapa de Flávio Bolsonaro em 2026, Marinho explicou que o partido não tem pressa e que vai procurar "quem mais agregue e que possa ajudar a chapa". Ele destacou que o objetivo é mostrar um Flávio Bolsonaro "moderado, afável, alguém da política, uma pessoa que transige e conversa", mantendo os valores conservadores do pai.
Sobre eventuais rusgas internas com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Marinho minimizou os conflitos: "São questões que a gente tem que entender, aguardar o momento adequado onde vai haver naturalmente essa confluência. Não tenho dúvida que isso vai ocorrer no momento certo".









