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Professor brasileiro de Harvard é preso por agentes dos EUA após disparar arma de chumbinho perto de sinagoga

Carlos Portugal Gouvêa se declarou culpado e concordou em deixar o país

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Reuters
05/12/2025, 12:08 • Atualizado em 05/12/2025, 12:08
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Foto: Getty Images

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Autoridades de imigração dos Estados Unidos prenderam um professor visitante da Faculdade de Direito de Harvard esta semana depois que ele se declarou culpado de disparar uma arma de chumbinho perto de uma sinagoga de Massachusetts no dia anterior ao Yom Kippur, informou o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos na quinta-feira (04).

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Carlos Portugal Gouvêa, cidadão brasileiro, foi preso na quarta-feira pelo Departamento de Imigração e Alfândega dos EUA depois que seu visto temporário de não imigrante foi revogado pelo Departamento de Estado dos EUA após o que o governo do presidente Donald Trump rotulou como um "incidente de tiros antissemita" -- uma descrição em desacordo com a forma como as autoridades locais descreveram o caso.

Gouvêa, professor associado da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo que lecionou em Harvard durante o outono nos EUA, concordou em deixar o país, informou o Departamento de Segurança Interna. Ele não pôde ser contatado imediatamente para comentar o assunto e a Universidade de Harvard, sediada em Cambridge, Massachusetts, não quis se pronunciar.

Pressão de Trump

A prisão de Gouvêa ocorre no momento em que o governo Trump pressiona Harvard a chegar a um acordo para resolver uma série de alegações feitas contra a instituição, incluindo a de que Harvard não fez o suficiente para combater o antissemitismo e proteger os estudantes judeus no campus. Harvard entrou com processo contra algumas das medidas que o governo tomou contra ela, levando um juiz a decidir, em setembro, que o governo encerrou ilegalmente mais de US$2 bilhões em bolsas de pesquisa concedidas à universidade.

A polícia de Brookline, Massachusetts, prendeu Gouvêa em 1º de outubro após responder a uma denúncia de uma pessoa com uma arma perto do Templo Beth Zion na véspera do feriado judaico do Yom Kippur. Gouvêa disse que estava usando uma arma de chumbinho para caçar ratos nas proximidades, de acordo com um relatório policial.

No mês passado, ele concordou em se declarar culpado por disparar ilegalmente a arma de chumbinho e cumprir seis meses de liberdade condicional pré-julgamento. Outras acusações que ele enfrentava por perturbação da paz, conduta desordeira e vandalização de propriedade foram descartadas como parte do acordo judicial.

Apesar das alegações do governo Trump, o Templo Beth Zion disse anteriormente aos membros de sua comunidade que o incidente não parecia ter sido motivado por antissemitismo, uma opinião compartilhada pelo Departamento de Polícia de Brookline, que investigou o caso.

Segundo o templo, a polícia informou que Gouvêa "não sabia que morava perto de uma sinagoga e que estava atirando com sua arma de chumbinho próxima a ela, nem que era um feriado religioso".

Por Nate Raymond

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