Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Apesar de apoiar o corte, a entidade avalia que a Selic permanece em um nível elevado e continua agravando as dificuldades enfrentadas pela indústria e pelas famílias.
📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique aqui e siga o canal do SBT News.
“Não há justificativa compreensível para a manutenção da taxa de juros em um nível tão alto”, afirmou Ricardo Alban, presidente da CNI.
Segundo Alban, o crédito caro compromete a renda das famílias, que enfrentam níveis elevados de endividamento e inadimplência, além de dificultar a recuperação da atividade industrial.
A entidade afirma que as expectativas de inflação vêm melhorando. A projeção para o IPCA de 2026 é de alta de 5,03%, enquanto as estimativas para 2027 e 2028 permanecem dentro do intervalo de tolerância da meta.
O IPCA-15 acumulou alta de 4,52% em 12 meses até julho, abaixo dos 4,8% registrados no período anterior.
A CNI também destacou que a média dos núcleos de inflação ficou em 4,44% em junho, indicando uma trajetória mais compatível com a meta de inflação de 3%.
Para a confederação, os dados mostram acomodação das pressões de oferta e demanda, mesmo diante das incertezas geopolíticas e dos riscos climáticos.
Selic estaria acima do nível considerado adequado, avalia entidade
De acordo com a CNI, os juros permanecem em um patamar restritivo há 55 meses. A entidade calcula que a Selic está 3,6 pontos percentuais acima da taxa estimada pela Regra de Taylor, calculada em 10,4%. Esse modelo busca indicar um nível de juros capaz de controlar a inflação sem desestimular o crescimento econômico.
A taxa de juros real está próxima de 10%, enquanto a taxa de equilíbrio estimada pelo Banco Central é de aproximadamente 5%.
Com base nesses números, a CNI defende que haveria espaço para cortes mais expressivos sem comprometer o controle da inflação.
Famílias enfrentam crédito mais caro
A CNI também alertou para o impacto dos juros elevados sobre o endividamento das famílias. As taxas do crédito livre encarecem a renegociação de dívidas e comprometem uma parcela maior da renda dos consumidores. Com menos recursos disponíveis para o consumo essencial, aumenta o risco de superendividamento.
Para a entidade, programas de renegociação, como o Desenrola 2.0, ajudam a reduzir os efeitos do problema, mas não enfrentam causas estruturais, como a baixa educação financeira e o alto custo do crédito.
CNI elogia corte da Selic, mas critica nível dos jurosConfederação considerou acertada o corte, mas afirmou que taxa de 14% continua pressionando empresas, famílias e investimentos no paísEconomia2026-08-06T00:34:25.554ZA Confederação Nacional da Indústria (CNI) considerou acertada a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de para 14% ao ano. Apesar de apoiar o corte, a entidade avalia que a Selic permanece em um nível elevado e continua agravando as dificuldades enfrentadas pela indústria e pelas famílias. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. “Não há justificativa compreensível para a manutenção da taxa de juros em um nível tão alto”, afirmou Ricardo Alban, presidente da CNI. Segundo Alban, o crédito caro compromete a renda das famílias, que enfrentam níveis elevados de endividamento e inadimplência, além de dificultar a recuperação da atividade industrial. + CNI vê espaço para cortes maiores A entidade afirma que as expectativas de inflação vêm melhorando. A projeção para o IPCA de 2026 é de alta de 5,03%, enquanto as estimativas para 2027 e 2028 permanecem dentro do intervalo de tolerância da meta. O IPCA-15 acumulou alta de 4,52% em 12 meses até julho, abaixo dos 4,8% registrados no período anterior. A CNI também destacou que a média dos núcleos de inflação ficou em 4,44% em junho, indicando uma trajetória mais compatível com a meta de inflação de 3%. Para a confederação, os dados mostram acomodação das pressões de oferta e demanda, mesmo diante das incertezas geopolíticas e dos riscos climáticos. + Selic estaria acima do nível considerado adequado, avalia entidade De acordo com a CNI, os juros permanecem em um patamar restritivo há 55 meses. A entidade calcula que a Selic está 3,6 pontos percentuais acima da taxa estimada pela Regra de Taylor, calculada em 10,4%. Esse modelo busca indicar um nível de juros capaz de controlar a inflação sem desestimular o crescimento econômico. A taxa de juros real está próxima de 10%, enquanto a taxa de equilíbrio estimada pelo Banco Central é de aproximadamente 5%. Com base nesses números, a CNI defende que haveria espaço para cortes mais expressivos sem comprometer o controle da inflação. Famílias enfrentam crédito mais caro A CNI também alertou para o impacto dos juros elevados sobre o endividamento das famílias. As taxas do crédito livre encarecem a renegociação de dívidas e comprometem uma parcela maior da renda dos consumidores. Com menos recursos disponíveis para o consumo essencial, aumenta o risco de superendividamento. Para a entidade, programas de renegociação, como o Desenrola 2.0, ajudam a reduzir os efeitos do problema, mas não enfrentam causas estruturais, como a baixa educação financeira e o alto custo do crédito.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/cni-elogia-corte-da-selic-mas-critica-nivel-dos-juros