Extrema direita lidera em mais um estado alemão: 'Desastre'
Pesquisas de boca de urna mostram a AfD em primeiro lugar em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental; chanceler alemão chama resultado de 'desastre'
Reuters
Chanceler alemão Friedrich Merz em Berlim | Foto: Fabrizio Bensch/Reuters - 17.09.2026
A Alternativa para a Alemanha (AfD) ficou em primeiro lugar nas eleições estaduais no nordeste da Alemanha neste domingo (20), segundo mostraram pesquisas de boca de urna, o que representou um "desastre" para o chanceler Friedrich Merz, que prometeu seguir em frente com sua agenda de reformas.
A AfD teria conquistado 37% dos votos no estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, à frente dos social-democratas de centro-esquerda, com 35,5%, e bem à frente dos conservadores de Merz, que obtiveram 5,5% e mal ultrapassaram o limite mínimo para entrar no Parlamento estadual, de acordo com as pesquisas de boca de urna divulgadas pela televisão pública ARD.
No entanto, é improvável que o partido de extrema direita chegue ao poder, já que os outros principais partidos descartam uma aliança com ele.
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Se confirmado, o resultado de domingo seria o pior em qualquer eleição estadual para o partido de Merz desde 1949. Seria também mais uma vitória em primeiro lugar em nível estadual no mês para o partido AfD, que é rejeitado pelos partidos tradicionais, mas lidera as pesquisas de opinião nacionais.
"É um desastre", disse Merz em declarações televisionadas após a divulgação das pesquisas de boca de urna, mas sinalizou que continuaria na luta como chanceler, apesar das especulações de que um resultado ruim poderia levá-lo a renunciar.
Em outra eleição na capital, Berlim, que também ocorreu no domingo, o partido de extrema-esquerda Linke obteve 24,5%, enquanto os conservadores de Merz ficaram com 20% e a AfD também ganhou força, atingindo 16%.
Os resultados de domingo podem não ser um golpe fatal para Merz, que na semana passada recebeu o apoio de oito governadores conservadores.
Mas seus baixos índices de aprovação, reformas impopulares e o triunfo da AfD em uma eleição estadual anterior na Saxônia-Anhalt deixaram seu futuro em suspenso. Merz convocou uma reunião do partido para domingo a fim de discutir os próximos passos.
As eleições nos dois estados normalmente não despertariam muito interesse fora da Alemanha, mas o sucesso da AfD na Saxônia-Anhalt — que o partido vê como o primeiro passo para vencer as eleições federais previstas para 2029 — causou comoção em toda a Europa.
Em pouco mais de uma década, o partido — que defende medidas duras para deportar estrangeiros sem direito de permanência na Alemanha, restabelecer laços energéticos com a Rússia e abandonar o euro — transformou-se de um movimento eurocético marginal no partido mais popular do país.
As pesquisas de boca de urna destacam os avanços que a AfD conquistou nos últimos anos e levantam novas questões sobre a estratégia da "barreira de proteção", segundo a qual os outros principais partidos se recusam a firmar acordos de coalizão com ela.
Extrema direita lidera em mais um estado alemão: 'Desastre'Pesquisas de boca de urna mostram a AfD em primeiro lugar em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental; chanceler alemão chama resultado de 'desastre'Mundo2026-09-20T18:00:05.786ZA Alternativa para a Alemanha (AfD) ficou em primeiro lugar nas eleições estaduais no nordeste da Alemanha neste domingo (20), segundo mostraram pesquisas de boca de urna, o que representou um "desastre" para o chanceler Friedrich Merz, que prometeu seguir em frente com sua agenda de reformas. A AfD teria conquistado 37% dos votos no estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, à frente dos social-democratas de centro-esquerda, com 35,5%, e bem à frente dos conservadores de Merz, que obtiveram 5,5% e mal ultrapassaram o limite mínimo para entrar no Parlamento estadual, de acordo com as pesquisas de boca de urna divulgadas pela televisão pública ARD. No entanto, é improvável que o partido de extrema direita chegue ao poder, já que os outros principais partidos descartam uma aliança com ele. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Se confirmado, o resultado de domingo seria o pior em qualquer eleição estadual para o partido de Merz desde 1949. Seria também mais uma vitória em primeiro lugar em nível estadual no mês para o partido AfD, que é rejeitado pelos partidos tradicionais, mas lidera as pesquisas de opinião nacionais. "É um desastre", disse Merz em declarações televisionadas após a divulgação das pesquisas de boca de urna, mas sinalizou que continuaria na luta como chanceler, apesar das especulações de que um resultado ruim poderia levá-lo a renunciar. Em outra eleição na capital, Berlim, que também ocorreu no domingo, o partido de extrema-esquerda Linke obteve 24,5%, enquanto os conservadores de Merz ficaram com 20% e a AfD também ganhou força, atingindo 16%. Os resultados de domingo podem não ser um golpe fatal para Merz, que na semana passada recebeu o apoio de oito governadores conservadores. Mas seus baixos índices de aprovação, reformas impopulares e o triunfo da AfD em uma eleição estadual anterior na Saxônia-Anhalt deixaram seu futuro em suspenso. Merz convocou uma reunião do partido para domingo a fim de discutir os próximos passos. As eleições em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, um estado predominantemente rural na região leste, antigo bloco comunista, e na capital Berlim, seguem-se à eleição de 6 de setembro na . As eleições nos dois estados normalmente não despertariam muito interesse fora da Alemanha, mas o sucesso da AfD na Saxônia-Anhalt — que o partido vê como o primeiro passo para vencer as eleições federais previstas para 2029 — causou comoção em toda a Europa. Em pouco mais de uma década, o partido — que defende medidas duras para deportar estrangeiros sem direito de permanência na Alemanha, restabelecer laços energéticos com a Rússia e abandonar o euro — transformou-se de um movimento eurocético marginal no partido mais popular do país. As pesquisas de boca de urna destacam os avanços que a AfD conquistou nos últimos anos e levantam novas questões sobre a estratégia da "barreira de proteção", segundo a qual os outros principais partidos se recusam a firmar acordos de coalizão com ela.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/extrema-direita-lidera-em-mais-um-estado-alemao-desastre
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