Política

Pré-candidato, Zema propõe reforma do Judiciário e rejeita ser vice de Flávio Bolsonaro

Pré-candidato do Novo à Presidência defende flexibilização trabalhista, critica Bolsa Família e propõe mudanças no Judiciário

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Foto de Romeu Zema falando em um microfone. Ele usa um óculos de armação preta e uma camisa polo laranja

O pré-candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, apresentou nesta quinta-feira (15) o plano de governo caso vença as eleições.

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O ex-governador de Minas Gerais defendeu uma reforma no Judiciário e negou a possibilidade de ser vice de Flávio Bolsonaro.

Ao lado de lideranças do Partido Novo, Romeu Zema detalhou algumas das propostas, como medidas de incentivo à economia, com foco em privatizações e maior flexibilização das relações de trabalho.

O pré-candidato defendeu a criação de um modelo alternativo à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), permitindo que empregador e funcionário negociem diretamente o tipo de contrato.

“Não vamos acabar com a CLT, mas queremos uma alternativa. O funcionário e o patrão decidem: eu quero a CLT ou quero esse novo modo de trabalhar aqui, onde alguém possa fazer um contrato de trabalho em que possa trabalhar duas horas por dia. Todo país tem isso, por que não podemos colocar aqui no Brasil?”

Críticas ao Bolsa Família

Zema também fez críticas ao Bolsa Família, programa de transferência de renda do governo federal.

Ele afirmou que pretende condicionar o benefício à aceitação de propostas de emprego por parte de homens adultos considerados aptos ao trabalho.

“Existem vagas hoje no setor privado que não são preenchidas por causa do Bolsa Família, como ele está desenhado. Marmanjões de 20, 30 anos o dia todo deitados no sofá. Eu vou fazer quem recebe Bolsa Família, do sexo masculino, saudável, novo, ser obrigado a aceitar proposta de emprego ou então ter o benefício cortado.”

Encontro com Bolsonaro

Durante entrevista coletiva, negou a possibilidade de ser vice de Flávio Bolsonaro e revelou uma conversa que teve com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Eu estive com Bolsonaro em agosto do ano passado e ele disse: ‘Zema, quantos mais candidatos à direita tiver, melhor’. Mais votos a direita vai ter e mais difícil vai ficar para o PT direcionar o seu ataque a um só candidato, mas no segundo turno estaremos todos juntos.”

Defesa da anistia a condenados por 8/1

Também foi questionado se apoia a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

“Continuo defendendo a anistia. Vai ser com certeza entre meus primeiros atos. Nós tivemos no Brasil uma tentativa de golpe de Estado? Se teve, é a primeira vez na história que isso aconteceu sem uso de força, sem se disparar um tiro.”

Reforma no STF

O pré-candidato pelo Partido Novo afirmou ainda que, se eleito, vai propor uma reforma no Supremo Tribunal Federal. Defendeu o que chamou de moralização do Judiciário e que os ministros do STF tenham idade mínima de 60 anos.

Atualmente, para entrar na Corte, um ministro deve ter mais de 35 anos, com aposentadoria aos 75.

“A primeira coisa que eu vou fazer é acabar com a farra dos intocáveis. Minha primeira medida será propor ao Congresso um novo Supremo. Um Supremo em que seus membros prestem contas dos seus atos. Um Supremo em que parentes de ministros não possam ter negócios jurídicos. Um Supremo com idade mínima de 60 anos e mandato de 15 anos, para que seja a coroação de uma carreira irretocável.”

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