Ibovespa fecha em queda e dólar se mantém estável pelo 3º dia
Mercado segue à espera de desdobramentos sobre o conflito no Oriente Médio
Exame.com
Ibovespa fecha em queda e dólar se mantém estável pelo 3º dia | Reprodução
Pela segunda sessão consecutiva, o Ibovespafechou em queda nesta quinta-feira (16), em um desempenho que novamente contrastou com as principais bolsas de Nova York. O principal índice acionário da B3 recuou 0,47%, aos 196.814 pontos, depois de oscilar entre 198.586 pontos na máxima do dia e 196.353 pontos na mínima.
No câmbio, o dólar à vista encerrou praticamente estável, com leve alta de 0,02%, a R$ 4,993, após variar entre R$ 4,9852 e R$ 5,0147. Pela quarta sessão consecutiva, a moeda americana se manteve próxima, e ligeiramente abaixo, do patamar de R$ 5, no menor nível desde março de 2024.
O dólar teve mais um pregão marcado por indefinição, refletindo a cautela dos investidores diante das incertezas geopolíticas. O mercado segue à espera de desdobramentos sobre o conflito envolvendo o Irã, com a possibilidade de prorrogação do cessar-fogo, cujo prazo atual termina na próxima terça-feira, 21.
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Os contratos futuros de petróleo voltaram a subir com força nesta quinta, com o Brent muito próximo de retomar o patamar de US$ 100 por barril, em meio às incertezas envolvendo o Estreito de Ormuz. No fechamento, o Brent para junho avançou 4,69%, a US$ 99,39 por barril, enquanto o WTI para maio subiu 3,72%, a US$ 94,69 por barril.
A valorização da commodity sustentou o desempenho das petroleiras ao longo de todo o pregão. As ações da Petrobras (PETR3 e PETR4) lideraram os ganhos do índice do início ao fim da sessão com altas de 4,19% e 3,60%, respectivamente, acompanhadas por PRIO (PRIO3) e PetroReconcavo (RECV3), que também figuraram entre as poucas altas do dia.
Por outro lado, as blue chips fecharam majoritariamente em queda. A Vale (VALE3) recuou 1,13%, assim como os grandes bancos, com exceção do Bradesco (BBDC3 e BBDC4), que registrou leve alta.
Segundo especialistas, o comportamento do petróleo reflete os riscos persistentes em torno de um eventual acordo entre Estados Unidos e Irã, enquanto o Estreito de Ormuz permanece bloqueado. Apesar de declarações mais otimistas do presidente Donald Trump — que afirmou que um acordo estaria “muito perto” e pode avançar nos próximos dias —, o cenário segue incerto.
Há ainda discussões sobre uma possível extensão do cessar-fogo por mais duas semanas, enquanto restrições americanas a portos iranianos na região seguem em vigor.
Nova York renova máximas e descola do Brasil
O desempenho do Ibovespa destoou novamente do exterior. Em Nova York, os principais índices acionários fecharam em alta e renovaram recordes pela terceira sessão consecutiva.
O Dow Jones subiu 0,24%, aos 48.578,72 pontos. O S&P 500 avançou 0,26%, aos 7.041,28 pontos, enquanto o Nasdaq ganhou 0,36%, encerrando aos 24.102,70 pontos. Com isso, S&P e Nasdaq renovaram seus recordes pela segunda sessão consecutiva.
Geopolítica segue no radar
No campo geopolítico, Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo que entrou em vigor nesta quinta-feira, às 18h (horário de Brasília), conforme anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Segundo o republicano, o acordo prevê uma trégua inicial de 10 dias, após negociações envolvendo autoridades americanas e lideranças dos dois países. O movimento ocorre em meio à escalada recente de tensões na região, ligada ao conflito mais amplo no Oriente Médio.
Apesar disso, os combates continuaram ao longo do dia. O Hezbollah reivindicou ataques contra posições israelenses, enquanto Israel realizou novos bombardeios no sul do Líbano, ampliando a incerteza sobre a efetividade do cessar-fogo.
Ibovespa fecha em queda e dólar se mantém estável pelo 3º diaMercado segue à espera de desdobramentos sobre o conflito no Oriente MédioEconomia2026-04-16T20:59:35.255ZPela segunda sessão consecutiva, o Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira (16), em um desempenho que novamente contrastou com as principais bolsas de Nova York. O principal índice acionário da B3 recuou 0,47%, aos 196.814 pontos, depois de oscilar entre 198.586 pontos na máxima do dia e 196.353 pontos na mínima. No câmbio, o dólar à vista encerrou praticamente estável, com leve alta de 0,02%, a R$ 4,993, após variar entre R$ 4,9852 e R$ 5,0147. Pela quarta sessão consecutiva, a moeda americana se manteve próxima, e ligeiramente abaixo, do patamar de R$ 5, no menor nível desde março de 2024. O dólar teve mais um pregão marcado por indefinição, refletindo a cautela dos investidores diante das incertezas geopolíticas. O mercado segue à espera de desdobramentos sobre o conflito envolvendo o Irã, com a possibilidade de prorrogação do cessar-fogo, cujo prazo atual termina na próxima terça-feira, 21. Os contratos futuros de petróleo voltaram a subir com força nesta quinta, com o Brent muito próximo de retomar o patamar de US$ 100 por barril, em meio às incertezas envolvendo o Estreito de Ormuz. No fechamento, o Brent para junho avançou 4,69%, a US$ 99,39 por barril, enquanto o WTI para maio subiu 3,72%, a US$ 94,69 por barril. A valorização da commodity sustentou o desempenho das petroleiras ao longo de todo o pregão. As ações da Petrobras (PETR3 e PETR4) lideraram os ganhos do índice do início ao fim da sessão com altas de 4,19% e 3,60%, respectivamente, acompanhadas por PRIO (PRIO3) e PetroReconcavo (RECV3), que também figuraram entre as poucas altas do dia. Por outro lado, as blue chips fecharam majoritariamente em queda. A Vale (VALE3) recuou 1,13%, assim como os grandes bancos, com exceção do Bradesco (BBDC3 e BBDC4), que registrou leve alta. Segundo especialistas, o comportamento do petróleo reflete os riscos persistentes em torno de um eventual acordo entre Estados Unidos e Irã, enquanto o Estreito de Ormuz permanece bloqueado. Apesar de declarações mais otimistas do presidente Donald Trump — que afirmou que um acordo estaria “muito perto” e pode avançar nos próximos dias —, o cenário segue incerto. Há ainda discussões sobre uma possível extensão do cessar-fogo por mais duas semanas, enquanto restrições americanas a portos iranianos na região seguem em vigor. Nova York renova máximas e descola do Brasil O desempenho do Ibovespa destoou novamente do exterior. Em Nova York, os principais índices acionários fecharam em alta e renovaram recordes pela terceira sessão consecutiva. O Dow Jones subiu 0,24%, aos 48.578,72 pontos. O S&P 500 avançou 0,26%, aos 7.041,28 pontos, enquanto o Nasdaq ganhou 0,36%, encerrando aos 24.102,70 pontos. Com isso, S&P e Nasdaq renovaram seus recordes pela segunda sessão consecutiva. Geopolítica segue no radar No campo geopolítico, Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo que entrou em vigor nesta quinta-feira, às 18h (horário de Brasília), conforme anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo o republicano, o acordo prevê uma trégua inicial de 10 dias, após negociações envolvendo autoridades americanas e lideranças dos dois países. O movimento ocorre em meio à escalada recente de tensões na região, ligada ao conflito mais amplo no Oriente Médio. Apesar disso, os combates continuaram ao longo do dia. O Hezbollah reivindicou ataques contra posições israelenses, enquanto Israel realizou novos bombardeios no sul do Líbano, ampliando a incerteza sobre a efetividade do cessar-fogo.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/ibovespa-fecha-em-queda-e-dolar-se-mantem-estavel-pelo-3-dia
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