Tebet e Marina querem fazer campanha ao Senado em São Paulo
Ex-ministro Márcio França, que recusou ficar na equipe do presidente Lula para disputar a eleição, tenta a segunda vaga ao Senado



Raquel Landim
Nathalia Fruet
A negociação para as duas vagas ao Senado em São Paulo na chapa do ex-ministro Fernando Haddad (PT) está deixando as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) ainda mais próximas. Assessores articulam para garantir que as duas estejam juntas na chapa majoritária.
Giovanni Mockus, dirigente nacional da Rede, afirmou ao SBT News que a pré-candidatura de Marina Silva ao Senado tem um grande potencial para ampliar o diálogo em um projeto de Estado e país mais justo e sustentável, liderado por Lula e Haddad. E que issose reflete nas pesquisas, como a divulgada nesta quinta-feira (16) pela Paraná Pesquisas, em que Marina Silva aparece com 37,8% e Simone Tebet 32,9%.
"A ministra Marina Silva liderar todos os cenários para o Senado Federal demonstra a consolidação de uma liderança que há muito contribui para São Paulo e para o Brasil", avalia Mockus.
As duas ex-ministras de Lula deixaram para trás nomes do campo conservador como do deputado federal Guilherme Derrite (PP) ex-secretário de Segurança de Tarcísio de Freitas, que marcou 27,4% seguido do ex-ministro Ricardo Salles (Novo) que tem 15,1% das intenções de voto.
Aliados de Márcio França (PSB), ex-ministro do Empreendedorismo de Lula, estão pressionando Fernando Haddad para que ele fique com uma das vagas ao Senado. O argumento usado é que França seria um nome mais vinculado ao eleitor de centro enquanto Marina Silva está mais identificada com a chamada "esquerda-raiz". Haddad tem dito que as negociações precisam ser feitas pelas siglas e que acredita ser possível um acordo.
Marina Silva e Simone Tebet ficaram muito próximas durante a campanha de segundo turno nas eleições presidenciais de 2022 quando declararam apoio a Lula. Antes de deixarem o governo para a disputa deste ano, assessores confirmaram à coluna que as ministras tiveram conversas sobre a importância de estarem na disputa no maior colégio eleitoral do país e que estivessem juntas na chapa ao Senado.
Tanto Marina quanto Tebet já foram senadoras da República. A ex-ministra do Meio Ambiente foi eleita pelo Acre e ficou no Senado entre 1995 e 2011. Já Simone Tebet foi eleita em 2014 como senadora representando o Mato Grosso do Sul. As duas mudaram o domicílio eleitoral para São Paulo a pedido do presidente Lula para reforçar o palanque presidencial.









