Advogado de Vorcaro usou cunhado para ocultar propina a ex-presidente do BRB, diz investigação
Paulo Henrique Costa foi preso nesta quinta-feira (16) por suposto recebimento de propina de dono do Master



Eduardo Gayer
Cézar Feitoza
O advogado Daniel Lopes Monteiro, operador financeiro de Daniel Vorcaro preso nesta quinta-feira (16) no âmbito da operação Compliance Zero, usou o nome do seu cunhado, Hamilton Edward Suaki, para ocultar o pagamento de propina ao então presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, apontam as investigações da Polícia Federal (PF).
De acordo com trechos da decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornada pública após o cumprimento dos mandados de prisão de Monteiro e Costa, o ex-BRB receberia até cerca de R$ 146 milhões em imóveis de luxo para viabilizar a compra de carteiras de crédito fraudulentas do Master.
As investigações apontam que Daniel Monteiro foi o arquiteto da estrutura financeira do pagamento de propina e utilizou empresas de fachada e fundos de investimento, geridos pela Reag, para ocultar o destinatário dos pagamentos. Essas empresas foram colocadas em nome de Suaki.
Em mensagens trocadas em fevereiro de 2025, Daniel Monteiro pediu a Daniel Vorcaro que definissem quem seria o diretor das sociedades que comprariam os imóveis.
DANIEL MONTEIRO: "A documentação está pronta. Só falta:"
DANIEL MONTEIRO: "1. Confirmar imóveis e valores. Vou te enviar a seguir para vc validar."
DANIEL MONTEIRO: "2. Definirmos quem será o diretor das sociedades que comprarão os imóveis. Por favor vc tem alguém que possamos usar (para não misturar com o restante das estruturas que temos)?"
Suaki foi registrado como o diretor responsável por empresas como Allora, Lenore, Stanza, Domani, Chesapeake e Milano. Estas empresas recebiam recursos de fundos da Reag e adquiriram os imóveis de luxo que seriam repassados a Paulo Henrique Costa.
A defesa de Edward Suaki ainda não se pronunciou.








