Cézar Feitoza
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Coluna do Cézar

Jornalista com passagem nas redações da Folha de S.Paulo, Correio Braziliense, O Antagonista e rádios como BandNews e CBN. Seu foco abrange o Judiciário e as relações entre os poderes civis e militares.

Justiça

STF determina início da pena de engenheiro condenado por golpe foragido no Reino Unido

Carlos Rocha foi responsável por relatório contra urnas usado pelo PL para tentar anular eleição de 2022

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Carlos Rocha, presidente do Instituto Voto Legal | Reporodução
Cézar Feitoza

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o início do cumprimento da pena do engenheiro Carlos Cesar Rocha pela trama golpista de 2022. Ele está foragido, no Reino Unido, há quatro meses.

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A defesa de Rocha não apresentou o segundo recurso contra a condenação dentro do prazo, que se encerrou no dia 1º de abril.

O Supremo reconheceu na segunda-feira (7) o trânsito em julgado do processo, com decisão para o início do cumprimento da pena.

Rocha foi condenado a pena de sete anos e seis meses de reclusão, em regime inicial semiaberto. Ele, porém, está foragido desde dezembro de 2025. Na época, o ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão domiciliar de todos os condenados pela tentativa de golpe, para evitar novas fugas de réus.

A suspeita da Polícia Federal é que Carlos Rocha tenha se mudado para o Reino Unido em setembro de 2025. Ele foi condenado no mês seguinte. Moraes pediu a extradição do engenheiro, e o processo já foi iniciado com as autoridades britânicas.

A defesa do engenheiro diz não conhecer o paradeiro do cliente. "No STF, cita-se o Reino Unido. Mas eu não tenho a mínima ideia", disse o advogado Melillo Nascimento. Procurado pelo SBT News, Carlos Rocha não se manifestou.

Relatório contra urnas

O engenheiro produziu um relatório que colocava em dúvida o resultado eleitoral, sob a falsa alegação de que urnas fabricadas antes de 2020 teriam apresentado erro no pleito em que Jair Bolsonaro (PL) foi derrotado por Lula (PT).

O Partido Liberal usou o documento para pedir a anulação de votos na disputa presidencial. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE ) negou o pedido e multou o PL em quase R$ 23 milhões por litigância de má-fé.

Rocha foi condenado pelos crimes de organização criminosa e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. Teve uma das menores penas na trama golpista.

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