Inquérito BRB-Master tem nova dinâmica sob Mendonça, e PF pedirá mais prazo para investigação
Corporação tem aumento de inquéritos e avalia entregar relatórios fatiados ao STF

Os inquéritos da Polícia Federal sobre as suspeitas envolvendo a compra do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília) ganharam uma nova dinâmica desde que o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), assumiu o caso.
As reviravoltas ampliaram o escopo das investigações sobre o banqueiro Daniel Vorcaro. Essa será uma das justificativas apresentadas pela Polícia Federal num pedido para prorrogar o prazo das investigações, que será apresentado na próxima semana ao Supremo.
Em janeiro, o ministro Dias Toffoli determinou que a Polícia Federal deveria concluir as investigações em 60 dias. O prazo se encerra na próxima terça-feira (17).
Um investigador do caso afirmou ao SBT News, sob reserva, que não será possível concluir a investigação sobre a negociação de carteiras podres entre Master e BRB dentro do prazo.
O pedido de prorrogação já era esperado pelo gabinete do ministro André Mendonça, que não deve criar empecilhos para o prosseguimento das apurações.
A equipe responsável pela investigação deve fazer uma nova reunião com integrantes do gabinete de Mendonça nas próximas semanas. A Polícia Federal ainda avalia se apresentará a conclusão de cada inquérito separadamente ou se vai enviar os relatórios finais das apurações que tenham correlação de uma só vez.
Profusão de inquéritos
A investigação do caso Master começou com um inquérito para apurar suspeitas envolvendo as negociações entre BRB e Master. A Polícia Federal, porém, encontrou novas informações e ampliou o escopo das apurações.
Hoje, a Polícia Federal tem ao menos três IPLs (inquéritos policiais) com focos distintos sobre o caso BRB-Master.
1. Um deles é focado na suposta criação de carteiras falsas pela empresa Tirreno e na negociação de R$ 12 bilhões em ativos com o Banco de Brasília.
2. Outro tem foco específico na possível gestão fraudulenta do BRB. Uma auditoria feita pelo escritório Machado Meyer e pela Kroll identificou que, enquanto negociava com a instituição, o grupo de Daniel Vorcaro adquiriu cerca de 25% das ações do BRB e ampliou sua influência no Conselho de Administração do banco.
3. Mais incipiente, esse inquérito apura suspeitas de interferências políticas na negociação entre BRB e Master. A análise dos celulares de Daniel Vorcaro é considerada crucial para avançar nesse braço da investigação.
Há ao menos outros dois inquéritos sobre Daniel Vorcaro e seus aliados.
1. Um deles apura o uso de fundos de investimentos como meio para lavagem de dinheiro e ocultação dos reais beneficiários dos recursos. Esse inquérito mira também investidores como Nelson Tanure (Gafisa) e José Carlos Mansur (Reag).
2. Nova frente de investigação tem como foco criação de grupo para monitorar e ameaçar opositores e acessar ilegalmente informações sigilosas de investigações sobre o Master.
Celulares de Vorcaro
Vorcaro só teve um de seus oito celulares apreendidos periciados pela Polícia Federal, como revelou o portal G1 e confirmado pelo SBT News. A análise do aparelho ainda é feita pelos investigadores.
O celular que teve as senhas quebradas era o aparelho utilizado por Vorcaro nos dias que antecederam sua primeira prisão, em novembro de 2025.
A equipe da PF ainda trabalha na extração dos dados dos demais telefones de Vorcaro para prosseguir nas investigações. Um investigador afirmou ao SBT News que a apuração está no início.
















































































