Política

Ministro André Mendonça é o novo relator do caso Master

Decisão foi tomada após a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso, em meio a pressões e questionamentos sobre possível conflito de interesses

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), é o novo relator do caso Banco Master. A decisão foi tomada por sorteio, na noite desta quinta-feira (12), após o ministro Dias Toffoli deixar a condução do processo.

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A definição ocorreu em reunião entre os ministros da Corte e o presidente do STF, Edson Fachin. No encontro, também foi analisado o material encaminhado pela Polícia Federal (PF) com o resultado da perícia no celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. As investigações apontam troca de mensagens que mencionam o nome de Toffoli.

Apesar do afastamento da relatoria, os ministros divulgaram nota conjunta afirmando que não há motivo para declarar a suspeição do magistrado.

Atuação de Toffoli no caso Master

Dias Toffoli assumiu a relatoria do inquérito que apura irregularidades e uma suposta fraude bilionária envolvendo o Banco Master, instituição que foi liquidada pelo Banco Central após a identificação de um esquema de concessão de créditos falsos e risco sistêmico ao sistema financeiro.

O ministro passou a conduzir o caso após sorteio que definiu o relator, no âmbito da Operação Compliance Zero e das investigações da Polícia Federal que resultaram na prisão do controlador do banco, Daniel Vorcaro.

Durante sua atuação, Toffoli determinou o sigilo de depoimentos e de uma acareação relacionada ao caso. Após pressão, o ministro revogou a medida.

Outros episódios também ampliaram questionamentos sobre possível conflito de interesses. Entre eles, uma viagem para a final da Copa Libertadores de 2025, no Peru, no mesmo voo particular em que estava um advogado que atua na defesa de investigados ligados ao banco. Também foram mencionadas relações de irmãos de Toffoli com um fundo de investimentos ligado ao Master e com o resort Tayayá, no interior do Paraná.

A pressão aumentou após o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregar a Fachin relatório com referências ao ministro em conversas extraídas do celular de Vorcaro.

Em nota, Toffoli confirmou ser sócio da Maridt, empresa que vendeu participação no resort Tayayá a um fundo de investimentos ligado ao banqueiro. O ministro afirmou que a Lei Orgânica da Magistratura permite participação societária, desde que o magistrado não atue na administração da empresa.

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