Plataforma enviou parecer à ANPD nesta sexta (14); agência determinou suspensão das transmissões ao vivo na plataforma após suicídio de adolescente
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Artur Maldaner, João Gabriel Freitas
Discord: o que é e como funciona. | Juca Varella/Agência Brasil
O Discord encaminhou, nesta sexta (14), uma resposta à medida cautelar da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) que determinou a suspensão das transmissões ao vivo na plataforma, em três dias úteis.
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No documento, a plataforma responde cada uma das perguntas sobre o seu funcionamento de suas ferramentas de proteção parental, verificação de idade e detalhes sobre a transmissão ao vivo atribuída ao suicídio de uma adolescente de 13 anos.
Segundo investigação do Ministério da Justiça, a jovem Lívia, natural de Naviraí (MS), foi coagida por um grupo extremista a se automutilar e se enforcar, enquanto participava de uma chamada de vídeo que durou mais de 40 minutos e estava acessível para mais de 200 usuários.
Em resposta, a empresa disse que todas as medidas de proteção contra menores de idade foram cumpridas e o servidor privado não apresentava evidências de atividade criminal, já que teria sido criado imediatamente antes da fatalidade da jovem.
“Nenhuma das contas envolvidas nos eventos havia passado por procedimento de aferição de idade, portanto, cada uma dessas contas foi, por padrão, tratada como conta de adolescente desde o momento da criação, estando sujeita a todas as proteções e restrições aplicáveis a contas de adolescentes”, destaca o documento.
O Discord explicou que, se o servidor tivesse conteúdo identificado como inadequado para menores de idade, a verificação de idade dos usuários teria sido exigida. Disse, ainda, que um total de 51 contas ingressou ou passou pelo servidor até o momento que foi tirado do ar.
De acordo com a rede social, foram encontradas evidências de que a atividade criminosa tinha sido coordenada em outras plataformas, e, quando Lívia faleceu, o servidor extremista já havia sido banido da rede (veja mais abaixo).
Em nota, a ANPD informou que analisará o documento no curso do processo de fiscalização, aberto em 7 de agosto. Segundo fontes ouvidas pelo SBT News, os principais pontos que serão investigados são a política de restrição de idade para acesso virtual e o funcionamento da ferramenta de controle parental do aplicativo.
As tratativas do Discord em conjunto com a ANPD — um órgão regulador vinculado ao Ministério da Justiça —, estão sendo mantidas em confidencialidade.
Discord diz que baniu servidor privado extremistaPlataforma enviou parecer à ANPD nesta sexta (14); agência determinou suspensão das transmissões ao vivo na plataforma após suicídio de adolescenteBrasil2026-08-15T21:23:56.065ZO Discord encaminhou, nesta sexta (14), uma resposta à medida cautelar da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) que determinou a suspensão das transmissões ao vivo na plataforma, em três dias úteis. No documento, a plataforma responde cada uma das perguntas sobre o seu funcionamento de suas ferramentas de proteção parental, verificação de idade e detalhes sobre a transmissão ao vivo atribuída ao suicídio de uma adolescente de 13 anos. Segundo investigação do Ministério da Justiça, a jovem Lívia, natural de Naviraí (MS), foi coagida por um grupo extremista a se automutilar e se enforcar, enquanto participava de uma chamada de vídeo que durou mais de 40 minutos e estava acessível para mais de 200 usuários. Em resposta, a empresa disse que todas as medidas de proteção contra menores de idade foram cumpridas e o servidor privado não apresentava evidências de atividade criminal, já que teria sido criado imediatamente antes da fatalidade da jovem. “Nenhuma das contas envolvidas nos eventos havia passado por procedimento de aferição de idade, portanto, cada uma dessas contas foi, por padrão, tratada como conta de adolescente desde o momento da criação, estando sujeita a todas as proteções e restrições aplicáveis a contas de adolescentes”, destaca o documento. O Discord explicou que, se o servidor tivesse conteúdo identificado como inadequado para menores de idade, a verificação de idade dos usuários teria sido exigida. Disse, ainda, que um total de 51 contas ingressou ou passou pelo servidor até o momento que foi tirado do ar. De acordo com a rede social, foram encontradas evidências de que a atividade criminosa tinha sido coordenada em outras plataformas, e, quando Lívia faleceu, o servidor extremista já havia sido banido da rede (veja mais abaixo). Em nota, a ANPD informou que analisará o documento no curso do processo de fiscalização, aberto em 7 de agosto. Segundo fontes ouvidas pelo SBT News, os principais pontos que serão investigados são a política de restrição de idade para acesso virtual e o funcionamento da ferramenta de controle parental do aplicativo. As tratativas do Discord em conjunto com a ANPD — um órgão regulador vinculado ao Ministério da Justiça —, estão sendo mantidas em confidencialidade.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/discorddizquebaniuservidorprivadoextremista
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