Cézar Feitoza
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Coluna do Cézar

Jornalista com passagem nas redações da Folha de S.Paulo, Correio Braziliense, O Antagonista e rádios como BandNews e CBN. Seu foco abrange o Judiciário e as relações entre os poderes civis e militares.

Política

PF vê risco à investigação com decisão de Toffoli de guardar provas no STF

Conteúdo dos celulares pode demorar para ser extraído, segundo investigadores

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O ministro do STF Dias Toffoli | Victor Piemonte/STF
Cézar Feitoza

A Polícia Federal não sabe como poderá analisar o material apreendido na operação contra o Banco Master desta quarta-feira (14) que ficará lacrado e custodiado na sede do STF (Supremo Tribunal Federal).

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A decisão do ministro Dias Toffoli de deixar todo o material apreendido no Supremo foi uma surpresa para os investigadores. A expectativa na PF é que os procedimentos sejam alinhados com o gabinete de Toffoli nos próximos dias.

Uma possibilidade é permitir que a equipe da PF responsável pela investigação tenha acesso às provas mediante assinatura para abertura dos lacres.

Um dos investigadores do caso Master afirmou ao SBT News que há receios relacionados à decisão de Toffoli.

Um deles é que a custódia no Supremo inviabilize a extração dos dados dos celulares dos investigados no curto prazo.

Outra preocupação é que seja necessário ir ao Supremo sempre que os investigadores quiserem analisar informações específicas do material apreendido.

Na operação desta quarta, a PF apreendeu relógios, carros de luxo, arma de fogo e dinheiro em espécie nos endereços ligados a Vorcaro, familiares e aliados. Foram mais de R$ 5,7 bilhões em bens e valores apreendidos pela Polícia Federal, com autorização de Toffoli.

Em nota ao SBT News, o gabinete do ministro Dias Toffoli afirmou que o acautelamento imediato do material tem como objetivo preservar as provas recolhidas pela autoridade policial, que serão devidamente periciadas pelas autoridades competentes.

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