Cézar Feitoza
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Coluna do Cézar

Jornalista com passagem nas redações da Folha de S.Paulo, Correio Braziliense, O Antagonista e rádios como BandNews e CBN. Seu foco abrange o Judiciário e as relações entre os poderes civis e militares.

Justiça

"Hoje já fiz o que tinha que fazer", diz Moraes após mandar transferir Bolsonaro para Papudinha

Ministro do STF fez comentário durante discurso em evento na Faculdade Direito da USP e recebeu aplausos

Imagem da noticia "Hoje já fiz o que tinha que fazer", diz Moraes após mandar transferir Bolsonaro para Papudinha
Moraes discursou na USP horas após mandar Bolsonaro para Papudinha | Reprodução/X/Twitter
Cézar Feitoza

Horas após determinar a transferência de Jair Bolsonaro (PL) para a Papudinha, em Brasília, o ministro Alexandre de Moraes fez um comentário indireto sobre o assunto em meio a piadas durante um evento na Faculdade de Direito da USP. O trecho viralizou nas redes sociais.

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"Acho que hoje eu já fiz o que tinha que fazer", disse o ministro do Supremo na noite desta quinta-feira (15), sob aplausos da plateia.

Moraes fez essa piada após comentar sobre o número e a duração de falas na cerimônia.

"Oito discursos pra vocês é um absurdo do absurdo, né? E vocês percebem que ninguém cumpre os três minutos. O que quase eu tive que tomar algumas medidas... Mas, mas eu me contive hoje, né? Acho que hoje eu já fiz o que tinha que fazer", discursou Moraes.

Transferido para Papudinha

Após quase dois meses cumprindo pena na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, ex-presidente foi transferido nesta quinta (15), por determinação de Moraes, para o 19º Batalhão da Polícia Militar (PMDF), conhecido como Papudinha por estar localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, também na capital federal.

A determinação de Moraes gerou reações de aliados, que pedem prisão domiciliar humanitária.

Condenado em setembro do ano passado pela Primeira Turma do STF, Bolsonaro recebeu sentença de 27 anos e 3 meses de prisão.

Procurado, o Supremo não se manifestou. A Faculdade de Direito da USP disse em resposta ao SBT News que não irá soltar nota sobre o assunto, mas acrescentou que "de qualquer forma, foi um recorte da família Bolsonaro, que aproveitou uma fala de um professor em uma colação de Grau de Turma, de uma faculdade em que o ministro é professor...".

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