PF encontra indício de que Toffoli recebeu dinheiro de empresa de resort e pede ao STF para investigar
Relatório tem como base análise de celular de Daniel Vorcaro; resort Tayayá, dos irmãos de Toffoli, recebeu investimento de cunhado de banqueiro

A Polícia Federal encontrou no celular de Daniel Vorcaro menções a supostos pagamentos feitos ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), referentes à venda do resort Tayayá.
Os pagamentos teriam sido feitos pela empresa Maridt Participações, registrada em nome dos irmãos do ministro.
As suspeitas fizeram a Polícia Federal enviar documentos ao presidente do STF, Edson Fachin, para solicitar a abertura de uma nova frente de investigação, que deve mirar Toffoli - o relator dos inquéritos sobre o Master no Supremo.
Com base no documento, Fachin abriu um procedimento interno para avaliar se Toffoli deve ser considerado suspeito de conduzir o inquérito.
Em nota, Dias Toffoli disse que o procedimento interno sobre a suspeição é baseado em "ilações".
"Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo Ministro ao Presidente da Corte", afirmou.
A empresa registrada no nome dos irmãos de Toffoli possuía, até 2025, pouco mais de 30% do controle do resort Tayayá, no Paraná.
O fundo Arleen, da Reag Investimentos, investiu R$ 20 milhões no resort em que os familiares de Toffoli eram sócios .
O fundo Leal Investimentos era o verdadeiro dono do fundo Arleen, que investiu no resort. Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, o fundo Leal pertence a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro.
Como o SBT News mostrou, o fundo Arleen e as ações do resort Tayayá foram enviados para uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas no fim de 2025.




















































