No governo Lula, crise no Irã é avaliada como “tiro de misericórdia” no Conselho de Paz
Presidente cumpre viagem a Minas Gerais enquanto Itamaraty prepara reporte sobre escalada no Oriente Médio e impactos diplomáticos
Murilo Fagundes
28/02/2026, 18:04 • Atualizado em 28/02/2026, 18:04
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Lula (PT) durante discurso na Índia | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR
A escalada da crise no Irã é vista por fontes do governo brasileiro ouvidas pelo SBT News como um “tiro de misericórdia” nas tentativas recentes de articulação de um Conselho de Paz para mediar conflitos internacionais. O Brasil foi convidado para integrar o grupo, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condicionou sua participação à inclusão de líderes palestinos.
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A leitura é de que o novo cenário, após os Estados Unidos e Israel lançarem um ataque coordenado contra o Irã na manhã deste sábado (28), reduz o espaço político para iniciativa e escanteia a possibilidade de o Brasil integrar o grupo.
O presidente Lula visita Juiz de Fora (MG) e sobrevoa áreas afetadas pelas chuvas enquanto o Itamaraty trabalha na consolidação de informações e na preparação de um reporte oficial sobre a situação. A avaliação técnica deve embasar eventuais posicionamentos do Planalto nos próximos dias.
Nos bastidores, há o entendimento de que, caso a crise se prolongue, temas bilaterais podem ficar temporariamente ofuscados. Ainda assim, a percepção predominante é de que o encontro entre Lula e Donald Trump, cogitado para março, permanece viável neste momento. A manutenção da reunião dependerá da evolução do conflito e do ambiente diplomático internacional nas próximas semanas.
Irã é mais complexo que Venezuela, avalia Amorim
O assessor especial para assuntos internacionais do presidente Lula, Celso Amorim, analisa que os planos norte-americanos para uma mudança política no Irã, com a queda do regime dos aiatolás, pode ser frustrado.
No início de janeiro, Trump invadiu a Venezuela, capturou o então presidente do país, Nicolás Maduro, e hoje avança nas negociações econômicas com a atual presidente, Delcy Rodriguez.
"O Irã é muito mais complexo que a Venezuela, tem maior população e tem a questão religiosa", disse Amorim à Coluna da Victoria.
Trump não tem aliados internos com musculatura política no Irã, mesmo que tivesse apoio popular para avançar em um conflito armado, precisaria de investimento militar para vencer a resistência do exército dos aiatolás.
Pelas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a ofensiva visa defender a população norte-americana de ameaças do regime iraniano. "Nós garantiremos que o Irã não tenha uma arma nuclear", frisou.
Fumaça sobe em Teerã após ataques israelenses | Reprodução/Reuters
No governo Lula, crise no Irã é avaliada como “tiro de misericórdia” no Conselho de Paz Presidente cumpre viagem a Minas Gerais enquanto Itamaraty prepara reporte sobre escalada no Oriente Médio e impactos diplomáticosPolítica2026-02-28T18:04:30.946ZA escalada da crise no Irã é vista por fontes do governo brasileiro ouvidas pelo SBT News como um “tiro de misericórdia” nas tentativas recentes de articulação de um Conselho de Paz para mediar conflitos internacionais. O Brasil foi convidado para integrar o grupo, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condicionou sua participação à inclusão de líderes palestinos. A leitura é de que o novo cenário, após os Estados Unidos e Israel lançarem um ataque coordenado contra o Irã na manhã deste sábado (28), reduz o espaço político para iniciativa e escanteia a possibilidade de o Brasil integrar o grupo. O presidente Lula visita Juiz de Fora (MG) eenquanto o Itamaraty trabalha na consolidação de informações e na preparação de um reporte oficial sobre a situação. A avaliação técnica deve embasar eventuais posicionamentos do Planalto nos próximos dias. Nos bastidores, há o entendimento de que, caso a crise se prolongue, temas bilaterais podem ficar temporariamente ofuscados. Ainda assim, a percepção predominante é de que o encontro entre Lula e Donald Trump, cogitado para março, permanece viável neste momento. A manutenção da reunião dependerá da evolução do conflito e do ambiente diplomático internacional nas próximas semanas. Irã é mais complexo que Venezuela, avalia Amorim O assessor especial para assuntos internacionais do presidente Lula, Celso Amorim, analisa que os planos norte-americanos para uma mudança política no Irã, com a queda do regime dos aiatolás, pode ser frustrado. Ele avalia que, país com o qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vem negociando alterações dentro do regime chavista. No início de janeiro, Trump invadiu a Venezuela, capturou o então presidente do país, Nicolás Maduro, e hoje avança nas negociações econômicas com a atual presidente, Delcy Rodriguez. "O Irã é muito mais complexo que a Venezuela, tem maior população e tem a questão religiosa", disse Amorim à Coluna da Victoria. Trump não tem aliados internos com musculatura política no Irã, mesmo que tivesse apoio popular para avançar em um conflito armado, precisaria de investimento militar para vencer a resistência do exército dos aiatolás. Pelas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a ofensiva visa defender a população norte-americana de ameaças do regime iraniano. "Nós garantiremos que o Irã não tenha uma arma nuclear", frisou. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/no-governo-lula-crise-no-ira-e-avaliada-como-tiro-de-misericordia-no-conselho-de-paz
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