Líbano acusa Israel de agressão 'brutal e condenável'
Tel Aviv intensificou ofensiva contra o Hezbollah, no sul do país, em meio às negociações de cessar-fogo


Tropas de Tel Aviv atuam contra o Hezbollah, aliado do Irã | Reuters
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou nesta segunda-feira (1º) que o país enfrenta uma “agressão brutal e condenável” por parte de Israel. Em publicação nas redes sociais, o líder criticou a ofensiva de Tel Aviv, dizendo que irá "trabalhar para acabar com o sofrimento do povo libanês”.
“Estamos firmes no caminho da ação para acabar com o sofrimento dos libaneses em geral e dos sulistas em particular, e para pôr fim aos seus tormentos, e para trabalhar na construção do Estado, reforma e justiça; Não desviamos nem recuamos”, escreveu Aoun.
Israel voltou a mirar infraestruturas e militantes do Hezbollah, dominante no sul do Líbano, no início de março. A troca de hostilidades começou após o grupo, apoiado pelo Irã, lançar drones contra Tel Aviv em retaliação à operação coordenada entre Israel e Estados Unidos em Teerã, em 28 de fevereiro.
Desde então, as tropas israelenses lançaram ataques contra todo o Líbano, incluindo a capital, Beirute, e avançaram por terra, visando expandir a zona de segurança no sul do país. Segundo dados do Ministério da Saúde do Líbano, a ofensiva já deixou 3,2 mil mortos e 9,7 mil feridos, além de 3,3 mil deslocados.
Em abril, Israel e Líbano concordaram em um cessar-fogo para incentivar as negociações de paz — entendimento essencial para um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã. A trégua, no entanto, é marcada por violações de ambos os lados, o que pode dificultar o diálogo entre os países.
No domingo (31), líderes europeus condenaram a atuação de Israel no Líbano, depois que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu avançar ainda mais no país. A fala ocorreu após as tropas assumirem o controle do castelo de Beaufort, uma fortaleza com cerca de 900 anos de história localizada em uma posição estratégica na região.
Pelas redes sociais, o presidente da França, Emmanuel Macron, pediu o fim dos combates, dizendo que “nada justifica a grande escalada em andamento no sul do Líbano”. O mesmo foi dito pelos ministérios das Relações Exteriores do Reino Unido e da Alemanha, que pediram que o cessar-fogo em vigor seja respeitado.














