Tarifaço: Setor de máquinas reprova reciprocidade a Alckmin
O assunto foi tratado em reunião com a vice-presidente; segundo representantes, as negociações devem ser diplomáticas
A
Artur Maldaner
Abimaq se reúne com vice-presidência (Reprodução/Abimaq)
Os representantes da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) se posicionaram contrários à aplicação da Lei da Reciprocidade contra as novas tarifas dos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras. O assunto foi tratado nesta terça (21), durante reunião do setor com o vice-presidente Geraldo Alckmin.
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O presidente da Abimaq, José Velloso, defendeu que as negociações devem ser tratadas no âmbito da diplomacia, tanto entre os países quanto entre empresas. Na visão do representante, uma possível retaliação não seria eficaz para reverter a decisão americana, que possui caráter político.
“Mesmo com a reprovação dos empresários norte-americanos, os EUA decidiram colocar tarifas. Então, entendemos que a medida possui um componente político importante, que não deve ser resolvido com reciprocidade”, defendeu Velloso.
Além disso, destacou que a Abimaq deve se opor à reciprocidade no caso de uma possível consulta pública com os setor produtivos do país, e tem a expectativa de que as outras representações tenham a mesma opinião. “Tenho a impressão que a maioria dos setores seria contra”, disse.
A Abimaq voltará a se reunir com o governo federal nesta terça (21), em reunião organizada pelo Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio (Mdic) que deve contar com a presença do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e do vice-presidente, Geraldo Alckmin. O objetivo é ouvir os setores mais atingidos pelas novas tarifas de 25% e mapear os seus principais riscos.
Demandas do setor
Durante a reunião com a vice-presidência, a Abimaq apresentou demandas para melhorar a competitividade internacional das exportações do setor de máquinas e equipamentos. “Nossa maior preocupação é ampliar mercados”, destacou Velloso.
Na análise do setor, as novas tarifas de 25% afetam diretamente a competitividade de produtos brasileiros, já que são específicas ao país.
O representante explica que as empresas brasileiras de maquinário já estão passando por um período de adaptação, com queda nas exportações aos Estados Unidos. Antes das primeiras tarifas impostas pelo governo de Donald Trump, cerca de 31% das exportações do setor tinham o país como destino. Hoje são 22%.
Ainda assim, o total em exportações aumentaram em 12% nos últimos 12 meses, destaca o presidente da Abimaq. Ele afirma que os resultados positivos foram impulsionados por medidas “eficazes” do Plano Brasil Soberano.
No entanto, defendeu que o pacote de medidas ainda possui parâmetros de elegibilidade muito seletivos. Entre eles, mencionou o curto período de referência em que as empresas deveriam ter tido negociações comerciais com os Estados Unidos.
Tarifaço: Setor de máquinas reprova reciprocidade a AlckminO assunto foi tratado em reunião com a vice-presidente; segundo representantes, as negociações devem ser diplomáticasEconomia2026-07-21T19:40:34.942ZOs representantes da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) se posicionaram contrários à aplicação da Lei da Reciprocidade contra as novas tarifas dos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras. O assunto foi tratado nesta terça (21), durante reunião do setor com o vice-presidente Geraldo Alckmin. O presidente da Abimaq, José Velloso, defendeu que as negociações devem ser tratadas no âmbito da diplomacia, tanto entre os países quanto entre empresas. Na visão do representante, uma possível retaliação não seria eficaz para reverter a decisão americana, que possui caráter político. “Mesmo com a reprovação dos empresários norte-americanos, os EUA decidiram colocar tarifas. Então, entendemos que a medida possui um componente político importante, que não deve ser resolvido com reciprocidade”, defendeu Velloso. Além disso, destacou que a Abimaq deve se opor à reciprocidade no caso de uma possível consulta pública com os setor produtivos do país, e tem a expectativa de que as outras representações tenham a mesma opinião. “Tenho a impressão que a maioria dos setores seria contra”, disse. A Abimaq voltará a se reunir com o governo federal nesta terça (21), em reunião organizada pelo Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio (Mdic) que deve contar com a presença do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e do vice-presidente, Geraldo Alckmin. O objetivo é ouvir os setores mais atingidos pelas novas tarifas de 25% e mapear os seus principais riscos. Demandas do setor Durante a reunião com a vice-presidência, a Abimaq apresentou demandas para melhorar a competitividade internacional das exportações do setor de máquinas e equipamentos. “Nossa maior preocupação é ampliar mercados”, destacou Velloso. Na análise do setor, as novas tarifas de 25% afetam diretamente a competitividade de produtos brasileiros, já que são específicas ao país. O representante explica que as empresas brasileiras de maquinário já estão passando por um período de adaptação, com queda nas exportações aos Estados Unidos. Antes das primeiras tarifas impostas pelo governo de Donald Trump, cerca de 31% das exportações do setor tinham o país como destino. Hoje são 22%. Ainda assim, o total em exportações aumentaram em 12% nos últimos 12 meses, destaca o presidente da Abimaq. Ele afirma que os resultados positivos foram impulsionados por medidas “eficazes” do Plano Brasil Soberano. No entanto, defendeu que o pacote de medidas ainda possui parâmetros de elegibilidade muito seletivos. Entre eles, mencionou o curto período de referência em que as empresas deveriam ter tido negociações comerciais com os Estados Unidos. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/setor-de-maquinas-se-opoe-a-reciprocidade-sobre-tarifaco
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