Política

"A relação de Carlos era exclusivamente com Valdemar e o PL”, alega defesa de condenado foragido

Carlos Rocha segue foragido da prisão domiciliar, desde sábado (27). Defesa de engenheiro reforça argumento de que ele formulou estudo sobre urnas para o PL.

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Basília Rodrigues

A defesa do presidente do Instituto Voto Legal (IVL), Carlos César Moretzsohn Rocha, que está foragido, alega que o cliente trabalhou a serviço do presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, e que se considera injustiçado pelo resultado do julgamento, no Supremo Tribunal Federal (STF).

“A relação dele era exclusivamente com o PL. Valdemar, principalmente. Atendeu um monte de gente, por telefone, a partir de pedidos do Valdemar. Carlos tinha obrigação de enviar informações todas ao PL. Acordo de confidencialidade. A questão é: quem faz um trabalho técnico, entrega para um cliente, e este faz mal uso, comete crime?”, ressaltou o advogado Melillo Diniz ao SBT News.

Carlos Rocha, de 70 anos, foi condenado a 7 anos de prisão, por tentativa de abolição violenta do estado democrático de direito e organização criminosa armada. Ele é autor de análise que apontou para falhas nas urnas eletrônicas em 2022. O relatório serviu de base para ação do Partido Liberal (PL) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pedia a anulação de parte das urnas e levantava a suposição de que o ex-presidente Jair Bolsonaro teria vencido o pleito no lugar de Luiz Inácio Lula da Silva.

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“Valdemar, em seu depoimento, indicou claramente que as decisões que tomou, sem qualquer relação com Carlos, foram por pressão de parlamentares de sua bancada”, afirma o advogado do engenheiro.

Neste sábado (27), Rocha não foi localizado pela Polícia Federal, para o cumprimento de prisão domiciliar e uso de tornozeleira eletrônica. Por telefone, disse aos advogados que não informaria o novo endereço.

Procurada, a defesa de Valdemar Costa Neto disse à coluna que não iria se manifestar. Em outubro, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu reabrir o processo contra Costa Neto, em função do 8 de janeiro. Apesar de indiciado durante a investigação pela Polícia Federal, Costa Neto não foi denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR) entre os nomes recentemente julgados pelo STF. Durante as sessões de julgamento, o ministro relator Alexandre de Moraes defendeu a reabertura do caso de Valdemar Costa Neto, o que será realizado em procedimentos na PGR e no STF.

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