Cézar Feitoza
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Coluna do Cézar

Jornalista com passagem nas redações da Folha de S.Paulo, Correio Braziliense, O Antagonista e rádios como BandNews e CBN. Seu foco abrange o Judiciário e as relações entre os poderes civis e militares.

Política

Fachin comemora 6 meses à frente do STF mas código de ética segue travado no tribunal

Presidente enfrenta resistência para fixar novas regras sobre condutas de ministros do Supremo

Imagem da noticia Fachin comemora 6 meses à frente do STF mas código de ética segue travado no tribunal
O presidente do STF, ministro Edson Fachin | Gustavo Moreno/STF
Cézar Feitoza

A Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) completou seis meses sob a gestão do ministro Edson Fachin e, em relatório comemorou a aprovação de leis de interesse do Judiciário e a proposição de um código de ética para os ministros da corte.

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O documento foi divulgado pelo Supremo nesta terça-feira (31). Ele destaca que a gestão de Fachin estabeleceu um "padrão de interlocução institucional" que transformou o "diálogo em entregas concretas para o Judiciário e para o país".

Nos últimos seis meses, o Congresso aprovou cinco leis de interesse do Supremo. Elas promoveram uma reestruturação das funções comissionadas do tribunal, criaram 160 cargos no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e aumentaram o salário-base de servidores da Justiça da União.

"O presidente realizou 24 agendas parlamentares (uma a cada 5 dias). Foram recebidos 41 parlamentares que representam 11 partidos diferentes. Foram realizados, ainda, 6 encontros com os presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados", diz o relatório.

Código de Ética e produtividade

A gestão de Fachin comemorou a apresentação de um código de ética da magistratura como destaque no eixo "integridade".

A proposta está travada no Supremo, sob relatoria da ministra Cármen Lúcia, diante da resistência de integrantes do tribunal às novas regras sobre suas condutas.

Em outro eixo, a Presidência do Supremo disse que o tribunal privilegiou a colegialidade nos últimos seis meses, com mais de 56 mil decisões proferidas no período.

No período, o Supremo fez 65 sessões plenárias (39 presenciais e 26 virtuais), com o julgamento de mais de 3 mil processos.

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