Foragido por golpe diz a advogados que não pretende voltar ao Brasil e pede asilo político aos EUA
Coronel Reginaldo Vieira de Abreu foi condenado a 15 anos e seis meses de prisão por trama golpista

O coronel da reserva Reginaldo Vieira de Abreu, foragido pela tentativa de golpe de Estado, informou aos seus advogados que não pretende deixar os Estados Unidos para voltar ao Brasil.
O militar vive nos Estados Unidos desde março de 2025. Apresentou um pedido de asilo político para o governo Donald Trump. Ele foi condenado a 15 anos e seis meses de prisão por crimes contra a democracia.
A defesa de Reginaldo diz que entrou em contato com o coronel nos últimos dias para saber os planos para os próximos meses.
"O Cel. Reginaldo reside legalmente no exterior e, em contato recente com a defesa, informou que, neste momento, não há previsão de retorno ao Brasil", disse o advogado Diego Ricardo Marques ao SBT News.
Marques afirmou que o coronel deixou o país "de forma absolutamente legal, uma vez que, à época de sua saída, não havia qualquer ordem judicial restritiva".
O primeiro mandado de prisão contra o coronel foi expedido pelo STF três meses após a saída de Reginaldo do país, em junho de 2025.
A defesa de Reginaldo afirmou ainda que adotará todas as medidas jurídicas cabíveis para "demonstrar e comprovar a inocência do nosso cliente".
Reginaldo Vieira de Abreu foi chefe de gabinete da Secretaria-Geral da Presidência no fim so governo Bolsonaro. Era o braço direito do general Mario Fernandes --autor do plano de assassinato de Alexandre de Moraes, Lula, Geraldo Alckmin e José Dirceu.
Em mensagens trocadas com Mario, Reginaldo incentivou os planos golpistas e pediu coragem para a ruptura democrática.
“Kid Preto, o presidente, ele tem que fazer uma reunião Petit comité. O pessoal ia fazer uma reunião essa semana, o comandante do exército, aí chegou Paulo Guedes, chegou o pessoal do TCU, da AGU, aí não pode, tem esse pessoal, é... Esse pessoal acima da linha da ética não pode estar nessa reunião, tem que ser Petit comité, pô. Tem que ser a rataria, ele e a rataria”, disse o coronel em uma das mensagens.
A defesa do militar afirma que as mensagens foram "extraídas de aparelho de terceiros e atribuídas ao coronel" e que "Reginaldo nunca foi alvo de mandados de buscas e apreensão".




































































































