Exército estuda incluir mulheres em armas mais combatentes, diz comandante
General Tomás Paiva afirma que mulheres devem entrar em todas as atividades de combate

O comandante do Exército, general Tomás Paiva, disse nesta quarta-feira (1º) que a Força estuda permitir a entrada de mulheres nas armas mais combatentes, como infantaria e cavalaria.
Essas são as principais armas do Exército, que dão acesso aos cargos mais relevantes da estrutura da Força e permitem a chegada à cúpula militar.
"Aos poucos elas estão se integrando em todas as nossas atividades operacionais, de combate. E a nossa ideia é a gente continuar os estudos, e a gente faz com muita tranquilidade para poder se preparar para recebê-las bem", disse Tomás em resposta ao SBT News.
A declaração foi dada durante a cerimônia de promoção de Claudia Lima Gusmão Cacho --a primeira general de brigada mulher da história do Exército.
Mudança de postura
As Forças Armadas mudaram de posição em relação à entrada das mulheres no serviço militar durante a gestão de José Mucio Monteiro no Ministério da Defesa.
Em 2023, o Exército disse ao STF (Supremo Tribunal Federal) que a inclusão de mulheres em determinadas funções poderia comprometer o desempenho militar numa situação de combate.
"É necessário reconhecer que a fisiologia feminina, refletida na execução de tarefas específicas na zona de combate, pode comprometer o desempenho militar em operações de combate, dependendo do ambiente operacional", escreveu a Força.
De lá pra cá, o Ministério da Defesa decidiu abrir vagas para mulheres no alistamento militar, de forma voluntária.
Mucio também colheu os frutos de decisões das décadas de 1980 e 1990, que permitiram o ingresso de mulheres como oficiais-médicas. Hoje, algumas dessas oficiais chegaram à patente de general nas três Forças Armadas.
O teto da carreira para as oficiais-médicas, porém, é a de oficial-general de três estrelas. Elas ainda não conseguem chegar ao topo da carreira.
Pioneira
A nova general de brigada Claudia Lima Gusmão Cacho entrou no Exército em 30 de janeiro de 1996 como oficial temporária.
Sua primeira função como general será assumir a direção do Hospital Militar de Área de Brasília, que passa por situação precária à espera da construção de uma nova unidade.
"Eu me sinto muito reconhecida. Para mim, é um momento de muita gratidão pelo esforço, por uma história que foi acontecendo aos poucos. Não é tarde nem cedo. Foi o tempo necessário desde a minha entrada", disse Claudia após ser promovida.
































































































