Política

Genial/Quaest: 82% querem código de ética para o STF

Levantamento foi realizado antes de novas revelações sobre ligação do ministro Dias Toffoli com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master

Imagem da noticia Genial/Quaest: 82% querem código de ética para o STF
Foto oficial do Supremo Tribunal Federal para o biênio 2025-2027, ainda com o agora ministro aposentado Roberto Barroso | Antonio Augusto/STF
• Atualizado em

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (12) aponta que 82% dos brasileiros concordam com a necessidade de se criar um código de ética para o Supremo Tribunal Federal (STF), como almeja o presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

O apoio é maior entre quem se declara bolsonarista (86%) ou de direita (92%). Entre lulistas, 74% concordam e 14% discordam, com 11% sem uma opinião sobre o assunto.

O levantamento foi realizado de 5 a 9 de fevereiro, antes de tornar-se público que a Polícia Federal (PF) entregou ao Supremo um relatório com indícios de proximidade entre o ministro Dias Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, investigado por fraude.

Toffoli era relator do caso no Supremo e já vinha sendo pressionado a declarar suspeição. No início da noite desta quinta, depois de reunião convocada por Fachin para discutir a crise no Supremo, Toffoli deixou a relatoria.

A intenção de criar um código de ética para os ministros virou uma bandeira do mandato de Edson Fachin como presidente do Supremo. Na abertura do Ano Judiciário, em 2 de fevereiro, ele comunicou que o documento será relatado pela ministra Cármen Lúcia.

Nem todos os magistrados defendem a medida. O ministro Alexandre de Moraes expressou abertamente não ver a necessidade de restrições além da Lei Orgânica da Magistratura.

“O magistrado não pode fazer mais nada da vida. Só o magistério. O magistrado pode dar aulas, pode dar palestras. E, como só pode dar aulas e palestras, passaram a demonizar as palestras dadas por magistrados”, afirmou o ministro durante sessão no início do mês.

A Genial/Quaest entrevistou presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com um intervalo de confiança de 95%.

Últimas Notícias