Genial/Quaest: 82% querem código de ética para o STF
Levantamento foi realizado antes de novas revelações sobre ligação do ministro Dias Toffoli com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master


Victor Schneider
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (12) aponta que 82% dos brasileiros concordam com a necessidade de se criar um código de ética para o Supremo Tribunal Federal (STF), como almeja o presidente da Corte, ministro Edson Fachin.
O apoio é maior entre quem se declara bolsonarista (86%) ou de direita (92%). Entre lulistas, 74% concordam e 14% discordam, com 11% sem uma opinião sobre o assunto.
Toffoli era relator do caso no Supremo e já vinha sendo pressionado a declarar suspeição. No início da noite desta quinta, depois de reunião convocada por Fachin para discutir a crise no Supremo, Toffoli deixou a relatoria.
A intenção de criar um código de ética para os ministros virou uma bandeira do mandato de Edson Fachin como presidente do Supremo. Na abertura do Ano Judiciário, em 2 de fevereiro, ele comunicou que o documento será relatado pela ministra Cármen Lúcia.
Nem todos os magistrados defendem a medida. O ministro Alexandre de Moraes expressou abertamente não ver a necessidade de restrições além da Lei Orgânica da Magistratura.
“O magistrado não pode fazer mais nada da vida. Só o magistério. O magistrado pode dar aulas, pode dar palestras. E, como só pode dar aulas e palestras, passaram a demonizar as palestras dadas por magistrados”, afirmou o ministro durante sessão no início do mês.
A Genial/Quaest entrevistou presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com um intervalo de confiança de 95%.









