Justiça do DF nega habeas corpus do ex-piloto Pedro Turra
Com a decisão, Turra segue preso preventivamente em uma cela individual no Complexo Penitenciário da Papuda

Maria Suzana Pereira
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) negou, nesta quinta-feira (11), o pedido de habeas corpus do ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos. A decisão foi tomada por unanimidade pela 2ª Vara Criminal de Taguatinga, região administrativa a 20 km de Brasília.
Na sessão, a defesa do ex-piloto argumentou que não houve apresentação de fatos novos que justifiquem a prisão preventiva de Turra. Os advogados afirmaram ainda que o acusado não tem antecedentes criminais e colaborou com as investigações. Também alegaram que Pedro Turra corre perigo na prisão.
O relator do TJDFT entendeu que os argumentos da defesa não se sustentam e afirmou que a morte do adolescente foi um fato novo relevante para o processo. Disse também que a Justiça identificou indícios de tentativa de interferência na investigação, como a orientação a testemunhas para combinarem versões da confusão.
Pedro Turra é acusado de homicídio doloso qualificado por motivo fútil pela morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos. Durante uma briga, que começou por causa de um chiclete, a vítima bateu a cabeça na porta de um carro e sofreu traumatismo craniano. O adolescente ficou 15 dias internado em estado grave em um hospital particular de Brasília e morreu no último sábado (7).
A briga ocorreu em 23 de janeiro, e o ex-piloto está preso no Complexo Penitenciário da Papuda desde 2 de fevereiro. Inicialmente, ele havia sido preso em flagrante, mas pagou fiança de R$ 24,3 mil e foi liberado. Dias depois, a prisão preventiva foi decretada.
Na quarta-feira (11), o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou o ex-piloto por homicídio doloso qualificado. Para o MP, ele assumiu o risco de matar ao agredir violentamente o adolescente Rodrigo Castanheira.








