MP denuncia Pedro Turra por homicídio após morte de adolescente no DF
Segundo a promotoria, Pedro Turra assumiu o risco de matar ao agredir o estudante Rodrigo Castanheira, de 16 anos

SBT Brasil
O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) denunciou nesta quarta-feira (11) o ex-piloto Pedro Turra, de 19 anos, por homicídio pela morte do estudante Rodrigo Castanheira, de 16 anos. O adolescente morreu no último sábado após ficar 15 dias internado em estado grave.
De acordo com o Ministério Público, Pedro Turra assumiu o risco de matar ao agredir violentamente Rodrigo durante uma briga ocorrida em 23 de janeiro, em Vicente Pires, no Distrito Federal.
Esse entendimento caracteriza o chamado dolo eventual, quando a pessoa assume o risco de causar a morte.
Após as agressões, Rodrigo Castanheira sofreu traumatismo craniano e chegou a ter uma parada cardiorrespiratória. O adolescente foi socorrido e permaneceu internado por cerca de 15 dias, mas não resistiu aos ferimentos.
Segundo a denúncia, Pedro Turra é maior de idade e possui estrutura física mais avantajada que a vítima, o que, na avaliação da promotoria, agrava a situação. O ex-piloto está preso preventivamente desde o caso.
A defesa de Pedro Turra não foi localizada até a última atualização desta reportagem.
Relembre o caso
A briga ocorreu em Vicente Pires, na madrugada de 23 de janeiro. Turra agrediu Castanheira em frente a um condomínio. A vítima bateu a cabeça na porta de um carro e teve traumatismo craniano.
Turra chegou a ser preso em flagrante, mas foi liberado após pagar fiança de R$ 24,3 mil. Voltou a ser alvo de prisão em 30/1. Com a repercussão, surgiram pelo menos outras três ocorrências de agressão envolvendo o ex-piloto.

Na última semana, a Polícia Civil (PCDF) apontou uma reviravolta na investigação. Inicialmente, o motivo do ataque de Turra ao adolescente seria por causa de um chiclete.
Segundo a apuração, a nova linha de investigação indica que Castanheira teria se aproximado, pelas redes sociais, de uma ex-namorada de um amigo de Turra, também piloto. Incomodado com a situação, esse jovem teria pedido ao agressor que fosse até o local para "dar um susto" no adolescente.
A polícia avalia que essa mudança de motivação altera de forma significativa o enquadramento do caso. Se confirmada, a agressão deixa de ser tratada como um ato impulsivo ou banal e passa a ser considerada uma ação premeditada — uma emboscada por ciúmes —, praticada com a participação de pelo menos duas pessoas.









