Justiça

Caso Pedro Turra: defesa do adolescente morto por ex-piloto afirma que "soco foi a causa da morte"

"Soco desferido pelo agressor apresentou impacto de altíssima intensidade, com força considerada descomunal", afirmou o advogado

Imagem da noticia Caso Pedro Turra: defesa do adolescente morto por ex-piloto afirma que "soco foi a causa da morte"
Ex-piloto Pedro Turra foi expulso da Fórmula Delta e segue preso em Brasília | Reprodução
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A defesa da família de Rodrigo Castanheiras, adolescente de 16 anos morto após ser agredido no dia 22 de janeiro, afirmou que a morte dele foi causada pelos socos que recebeu na cabeça durante a confusão com o ex-piloto Pedro Turra, de 19 anos.

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O advogado Albert Halex informou nas redes sociais que a família teve acesso ao prontuário médico e que o documento indica a ausência de relação entre a causa do falecimento e o veículo mencionado.

"Ressaltamos que todos os traumas e cirurgias foram realizados no lado esquerdo do crânio de Rodrigo, local do soco, enquanto soco desferido pelo agressor apresentou impacto de altíssima intensidade, com força considerada descomunal."

Leia nota do advogado Albert Halex | Reprodução/Instagram
Leia nota do advogado Albert Halex | Reprodução/Instagram

Rodrigo ficou 16 dias internado em estado grave em um hospital particular em Águas Claras. No último sábado (7), o adolescente teve a morte encefálica confirmada.

O sepultamento ocorreu no domingo (8), no cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul. Cerca de trezentas pessoas participaram do cortejo, que foi acompanhado por militares do Corpo de Bombeiros (CBMDF), amigos, familiares e pela vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP).

Relembre o caso

Rodrigo Castanheiras e Pedro Turra se envolveram em uma briga na noite do dia 22 de janeiro, em Vicente Pires. Na confusão, o adolescente foi agredido violentamente com socos na cabeça. Em determinado momento, ele chega a bater a cabeça em um carro que estava estacionado.

Testemunhas relataram à polícia que a briga teria começado após o piloto jogar um chiclete mascado em um amigo do adolescente. Após provocações, os dois passaram a se agredir fisicamente.

Na última semana, a Polícia Civil (PCDF) apontou uma reviravolta na investigação. A nova linha de apuração indica que Castanheira teria se aproximado, pelas redes sociais, de uma ex-namorada de um amigo de Turra, também piloto. Incomodado com a situação, esse jovem teria pedido ao agressor que fosse até o local para "dar um susto" no adolescente.

Preso na Papuda

Turra está preso preventivamente no presídio da Papuda. Com a transferência, o juiz determinou que o piloto continuasse em uma cela isolada devido ao risco à sua integridade física por causa da repercussão do caso.

Com a avaliação do Ministério Público, o agressor deixa de responder por lesão corporal gravíssima e passa a ser investigado por homicídio, o que deve alterar o desfecho do caso.

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