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Governo revoga edital do Mais Médicos que previa criação de 5,9 mil vagas em cursos de medicina

Cancelamento ocorre semanas após divulgação do primeiro Enamed, em que um terço dos cursos foram mal avaliados

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Programa Mais Médicos | Divulgação/Fernando Frazão/Agência Brasil
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O governo federal revogou nessa terça-feira (10) edital do programa Mais Médicos que previa criação de 5,9 mil vagas em cursos de medicina em instituições privadas de ensino. A decisão foi publicada na noite de ontem no Diário Oficial da União (DOU), com assinatura do ministro da Educação, Camilo Santana, e tem validade imediata.

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Citando nota técnica de 6 de fevereiro, a portaria afirma que "fica revogado o Edital de Chamamento Público nº 01, de 4 de outubro de 2023, para a seleção de propostas apresentadas por mantenedoras privadas de Instituições de Ensino Superior - IES do Sistema Federal de Ensino para autorização de funcionamento de cursos de Medicina, conforme o art. 3º da Lei nº 12.871, de 22 de outubro de 2013".

O chamamento já havia sido adiado algumas vezes desde o anúncio, em outubro de 2023. A decisão vem em momento de alto número de judicializações movidas por faculdades privadas e semanas após divulgação de resultados do primeiro Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), em janeiro.

Na avaliação, 107 dos 351 cursos de medicina avaliados foram "reprovados" porque obtiveram as notas mais baixas, 1 e 2, e devem sofrer sanções, sendo que 99 serão penalizados pelo MEC, que não é responsável por faculdades estaduais e municipais.

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