Alckmin e Padilha aplicam primeiras doses de vacina 100% brasileira contra a dengue
Evento no Instituto Butantan marcou o lançamento do Butantan-DV, que deve começar a ser distribuído no segundo semestre para a faixa de 12 a 59 anos


Victor Schneider
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, administraram nesta segunda-feira (9) as primeiras doses da vacina brasileira contra a dengue durante evento no Instituto Butantan, em São Paulo. Tanto Alckmin quanto Padilha são médicos de formação.
O instituto, responsável pelo desenvolvimento do imunizante, recebeu do governo investimentos de R$ 1,4 bilhão para expandir sua capacidade de produção de vacinas e outros insumos biológicos. O Butantan-DV é o primeiro imunizante 100% produzido e fabricado no Brasil e protege em dose única contra os quatro sorotipos da doença.
“Diferentemente de outros grandes complexos econômicos, tecnológicos e industriais, esse aqui é 100% SUS. Cada vacina, medicamento, tecnologia e cada inovação – que vai vir com a terapia celular – que sai daqui vai para tratar as pessoas no Brasil e cada vez mais no mundo com um único interesse: salvar vidas, e não só obter lucro a partir daquilo que produz", afirmou o ministro Padilha.
Foram vacinados o diretor do Butantan, Esper Kallás, e duas enfermeiras que participaram da solenidade.
O imunizante será distribuído de forma gratuita para profissionais da atenção primária, com a expectativa de expandir a vacinação para quem tem de 12 a 59 anos no segundo semestre conforme o instituto amplia a sua capacidade de produção.
No pacote de investimentos abarcado dentro do Novo PAC Saúde, foram firmados repasses para construir duas novas fábricas e modernizar outras duas unidades já em funcionamento. Há ainda outros R$ 400 milhões vindos da Fundação Butantan, ligado à Secretária de Saúde de São Paulo. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) não compareceu.
O objetivo, conforme o governo federal, é assegurar autonomia na fabricação de soros e vacinas no âmbito do Sistema Único de Saúde.
A expectativa é que, com as novas fábricas, o país possa produzir um teto de 6 milhões de imunizantes contra a dengue por ano e outras 20 milhões de doses contra o HPV. O Butantan também quer aperfeiçoar o manejo de vacinas com base em RNA mensageiro (RNAm), a mesma tecnologia usada pela alemã Pfizer para o imunizante contra a covid-19.









