Política

"Não sou doido de brigar com Trump", diz Lula ao atribuir oscilação do dólar ao "humor" do presidente dos EUA

Em discurso no Butantan, o presidente defendeu a política externa do governo e disse que a variação cambial não depende da economia brasileira

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Donald Trump (à esquerda) e Lula (à direita) durante encontro em outubro de 2025 | Daniel Torok/Official White House Photo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotou tom eleitoral nesta segunda-feira (9) ao comentar a relação do Brasil com os Estados Unidos e atribuir a oscilação do dólar a fatores externos, especialmente ao que chamou de "humor" do presidente norte-americano Donald Trump.

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"O dólar fica oscilando porque depende do humor do Trump, não depende de nós, não depende da seriedade da nossa economia", afirmou. Em seguida, Lula disse que não pretende provocar conflitos com os EUA. "Não sou doido de querer briga com ele", declarou durante discurso no Instituto Butantan, em São Paulo.

Ao abordar a política externa, o petista afirmou que o Brasil não busca confronto, mas também não aceita subordinação. "Eu não quero ter supremacia sobre o Uruguai ou a Bolívia, mas também não quero ser menor que os Estados Unidos ou que a China", disse.

O presidente criticou o unilateralismo e defendeu o multilateralismo como base das relações internacionais. Segundo Lula, foi esse modelo que garantiu estabilidade após a Segunda Guerra Mundial. "O mundo não pode prescindir do multilateralismo", afirmou.

Lula também comentou parcerias internacionais na área da saúde e citou a possibilidade de cooperação para ampliar a produção de vacinas. "Se a China aceitar fazer parceria conosco para produzir vacinas em quantidade, por que não fazer um convênio para atender quem precisa?", questionou.

O presidente afirmou ainda que a estratégia do governo é escolher parcerias com base nos interesses nacionais. "Nós não estamos escolhendo entre China e Estados Unidos. Estamos escolhendo aquilo que é melhor para o nosso país", disse.

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