Economia

Diretor do BC diz que regras do FGC devem ser revisadas e que caso Master não afetou captações

Fundo Garantidor de Crédito está no centro das atenções desde novembro, quando o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do banco de Daniel Vorcaro

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Prédio do Banco Central, em Brasília | Leandro Fonseca/Exame

Prédio do Banco Central, em Brasília | Leandro Fonseca/Exame

O diretor de Regulação e de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central (BC), Gilneu Vivan, disse nesta segunda-feira (9) que a autarquia deve incluir em sua lista de entregas para este ano ou início de 2027 a revisão de algumas regras do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

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O FGC está no centro das atenções desde novembro do ano passado, quando o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, envolvido em uma crise de liquidez e alvo de investigações sobre fraudes. Em janeiro deste ano, o BC decretou a liquidação da Will Financeira, controlada pelo Master.

Na esteira da liquidação do Master, o FGC tem realizado pagamentos bilionários a credores do banco.

Em evento promovido pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em São Paulo, Vivan destacou que os eventos recentes ficaram circunscritos às instituições, sem que o BC tenha percebido mudanças nas captações realizadas por outros bancos pequenos e médios.

Ao mesmo tempo, ele citou que o episódio do Master trouxe alguns aprendizados para o BC. Em primeiro lugar, segundo ele, "demorou mais do que eu gostaria", em referência ao processo — ainda hoje questionado — até a decretação da liquidação.

Outro ponto citado por Gilneu foi a "magnitude do processo".

"No caso do Master, a gente tem 1 milhão de correntistas. E no caso da Will, são quase 7 milhões. Evidentemente, o debate é complexo", pontuou.

Durante o evento, Gilneu afirmou ainda que a lista de entregas do BC incluiria a definição de regras sobre distribuição de títulos, além de novas normas sobre prevenção de fraudes.

Em outro ponto, Vivan mencionou, sem mais detalhes, uma "revisão das questões de tarifas".

(Reportagem de Fabrício de Castro, em São Paulo; reportagem adicional de Bernardo Caram, em Brasília)

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