Mundo

Crítico de Pequim, magnata da mídia Jimmy Lai é condenado a 20 anos de prisão em Hong Kong

Sentença é a mais severa já aplicada sob a lei de segurança nacional e amplia críticas internacionais à repressão chinesa

Imagem da noticia Crítico de Pequim, magnata da mídia Jimmy Lai é condenado a 20 anos de prisão em Hong Kong
Jimmy Lai Chee-ying em Hong Kong | Foto: reprodução/Reuters

O crítico mais veemente da China em Hong Kong, o magnata da mídia Jimmy Lai, foi condenado nesta segunda-feira (9) a 20 anos de prisão, encerrando um dos maiores casos de segurança nacional da região, que despertou a preocupação internacional com a repressão de Pequim às liberdades da cidade.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

A sentença de Lai por duas acusações de conspiração para conluio com forças estrangeiras e uma por publicação de material sedicioso encerra uma saga jurídica que durou quase cinco anos.

O cidadão britânico de 78 anos negou todas as acusações contra ele, afirmando em tribunal que é um “prisioneiro político” que enfrenta perseguição por parte de Pequim.

Lai, fundador do combativo e agora extinto jornal Apple Daily, foi preso pela primeira vez em agosto de 2020 e condenado no ano passado.

Sua sentença de 20 anos está dentro da faixa de penas mais severas para crimes de “natureza grave”, afirmaram os três juízes, ao anunciarem a punição mais severa já aplicada sob a lei de segurança nacional.

A severidade da sentença de Lai reflete o fato de que ele foi a força motriz por trás de conspirações “persistentes” de conluio estrangeiro, segundo os juízes.

Eles citaram provas da acusação de que as conspirações buscavam sanções, bloqueios e outros atos hostis dos EUA e de outros países, envolvendo uma rede de indivíduos, incluindo funcionários do Apple Daily, ativistas e estrangeiros.

Seis ex-funcionários seniores do Apple Daily, um ativista e um assistente jurídico também foram condenados a penas de prisão que variam de seis a dez anos.

“No presente caso, Lai foi sem dúvida o mentor de todas as três conspirações apontadas e, portanto, merece uma sentença mais pesada”, afirmaram os juízes.

Austrália, Reino Unido, União Europeia, Japão e Taiwan expressaram preocupação com o impacto da sentença.

A ministra das Relações Exteriores da Reino Unido, Yvette Cooper, pediu a libertação de Lai por motivos humanitários, dizendo que sua sentença era “equivalente a uma pena perpétua”. O Reino Unido “se envolverá rapidamente no caso do sr. Lai”, acrescentou ela.

O julgamento de Lai atraiu críticas de líderes globais, incluindo o presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, destacando uma repressão à segurança nacional que dura anos no centro financeiro asiático governado pela China, após protestos pró-democracia em massa em 2019.

Assuntos relacionados

Hong Kong
China
condenação

Últimas Notícias