Fenaj articula no STF exigência de diploma para jornalistas
Após manifestações de Dino, Moraes e Gilmar, entidade vai procurar ministros e defender revisão de decisão de 2009 que derrubou a exigência do documento
Hariane Bittencourt
Plenário do Supremo | Divulgação/Gustavo Moreno/STF
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) vai iniciar uma rodada de conversas com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar retomar o debate sobre a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão. O primeiro encontro está marcado para 2 de setembro, com o ministro Luiz Fux.
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A exigência do diploma deixou de valer em 2009, quando o STF decidiu que o curso superior de jornalismo não poderia ser uma condição obrigatória para o exercício da profissão. A decisão abriu espaço para que profissionais sem formação específica atuassem como jornalistas.
O tema voltou ao debate nesta semana. Durante o julgamento de um direito de resposta na Primeira Turma do STF, na terça-feira (18), os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes defenderam novas discussões sobre a exigência de formação para o exercício do jornalismo.
Para a presidente da Fenaj, Samira de Castro, a decisão de 17 anos atrás precisa ser reavaliada diante das mudanças provocadas pelas redes sociais. Segundo ela, a expansão das plataformas digitais ampliou a atuação de pessoas sem formação jornalística na produção de conteúdo, inclusive com a disseminação de informações falsas.
"O que aconteceu na realidade é que pessoas sem nenhuma formação passaram a atuar nesse mercado. E a gente está falando agora de um ambiente de produção de conteúdo. Conteúdo muitas vezes desinformativo", afirmou.
A entidade pretende, a partir de agora, ampliar as conversas com os ministros em defesa da revisão da decisão.
"A ideia é exatamente essa: fazer com que a Corte, à luz dos acontecimentos atuais, possa rever essa decisão. A agenda é permanente", disse Samira.
Outra possibilidade defendida pela Fenaj é a retomada da chamada PEC do Diploma, que está parada na Câmara dos Deputados. A proposta prevê alterar a Constituição para restabelecer a exigência de curso superior em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, para o exercício da profissão.
Nesta quarta-feira (19), o ministro Gilmar Mendes também admitiu a possibilidade de rediscutir o assunto. Ele foi o relator do processo julgado pelo STF em 2009 e, na ocasião, votou contra a obrigatoriedade do diploma.
"Podemos discutir, sim, se de fato se entender que há aí algum comprometimento da própria qualidade de informação", afirmou o ministro após um evento em Brasília.
Fenaj articula no STF exigência de diploma para jornalistasApós manifestações de Dino, Moraes e Gilmar, entidade vai procurar ministros e defender revisão de decisão de 2009 que derrubou a exigência do documentoPolítica2026-08-19T19:32:31.741ZA Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) vai iniciar uma rodada de conversas com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar retomar o debate sobre a . O primeiro encontro está marcado para 2 de setembro, com o ministro Luiz Fux. A exigência do diploma deixou de valer em 2009, quando o STF decidiu que o curso superior de jornalismo não poderia ser uma condição obrigatória para o exercício da profissão. A decisão abriu espaço para que profissionais sem formação específica atuassem como jornalistas. O tema voltou ao debate nesta semana. Durante o julgamento de um direito de resposta na Primeira Turma do STF, na terça-feira (18), os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes defenderam novas discussões sobre a exigência de formação para o exercício do jornalismo. Para a presidente da Fenaj, Samira de Castro, a decisão de 17 anos atrás precisa ser reavaliada diante das mudanças provocadas pelas redes sociais. Segundo ela, a expansão das plataformas digitais ampliou a atuação de pessoas sem formação jornalística na produção de conteúdo, inclusive com a disseminação de informações falsas. "O que aconteceu na realidade é que pessoas sem nenhuma formação passaram a atuar nesse mercado. E a gente está falando agora de um ambiente de produção de conteúdo. Conteúdo muitas vezes desinformativo", afirmou. A entidade pretende, a partir de agora, ampliar as conversas com os ministros em defesa da revisão da decisão. "A ideia é exatamente essa: fazer com que a Corte, à luz dos acontecimentos atuais, possa rever essa decisão. A agenda é permanente", disse Samira. Outra possibilidade defendida pela Fenaj é a retomada da chamada PEC do Diploma, que está parada na Câmara dos Deputados. A proposta prevê alterar a Constituição para restabelecer a exigência de curso superior em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, para o exercício da profissão. Nesta quarta-feira (19), o ministro Gilmar Mendes também admitiu a possibilidade de rediscutir o assunto. Ele foi o relator do processo julgado pelo STF em 2009 e, na ocasião, votou contra a obrigatoriedade do diploma. "Podemos discutir, sim, se de fato se entender que há aí algum comprometimento da própria qualidade de informação", afirmou o ministro após um evento em Brasília.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/fenaj-articula-no-stf-exigencia-de-diploma-para-jornalistas
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