Ligue 180 registra mais de 1 milhão de atendimentos em 2026
Número representa 95% do total registrado em todo o ano de 2025; violência psicológica foi a principal denúncia entre janeiro e julho
Marina Demori, Vicklin Moraes
Em média, um novo caso chega às autoridades a cada três minutos e meio | Reprodução
A Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), gerenciada pelo Ministério das Mulheres, registrou mais de 1 milhão de atendimentos de janeiro a julho de 2026. O número equivale a 95% do total registrado durante todo o ano de 2025, quando foram contabilizados 1.088.460 atendimentos.
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Entre os tipos de violência mais denunciados estão a violência psicológica, com 35.284 registros (35%); a violência doméstica, prevista na Lei Maria da Penha, com 24.273 (24,5%); a violência física, com 18.134 (18%); a violência moral, com 14.635 (15%); e a violência patrimonial, com 8.239 (8%).
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Entre as principais solicitações de informação estão orientações sobre serviços da rede de acolhimento, com 462.919 registros (44,7%); informações sobre o funcionamento do Ligue 180, com 200.989 (19,4%); e informações sobre políticas e campanhas para mulheres, com 132.042 (12,75%).
Do total de atendimentos, 872.257 foram pedidos de informação; 98.705, denúncias de violência de gênero; 63.478, orientações e solicitações relacionadas aos serviços da rede; e 1.207, manifestações diversas.
São Paulo foi o estado com maior demanda, com 106.552 atendimentos, seguido por Rio de Janeiro (64.670), Minas Gerais (42.439), Bahia (28.143) e Rio Grande do Sul (17.989).
De janeiro a julho de 2026, o Ligue 180 registrou 678.620 atendimentos pelos cinco canais disponíveis. Foram 576.504 ligações atendidas, 31.607 atendimentos pelo WhatsApp, incluindo dados do chatbot, 70.446 e-mails respondidos e 63 videochamadas em Libras.
No mesmo período de 2025, foram registrados 604.665 atendimentos. Destes, 500.388 foram ligações atendidas, 15.650 pelo WhatsApp, 88.617 por e-mail e 10 por videochamada em Libras. Naquele período, o chatbot ainda não havia sido lançado.
Para Estela Bezerra, secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, os números refletem uma maior busca por informação e conscientização sobre os diferentes tipos de violência contra as mulheres.
“A maioria das mulheres procura informação, mas, ao mesmo tempo, faz denúncias sobre os diferentes tipos de violência que vivencia. O Ligue 180 tem a importância de demonstrar à população como a conscientização sobre a violência contra as mulheres tem se ampliado. Antes, só eram consideradas violência contra as mulheres as agressões físicas e o feminicídio. Hoje, há denúncias de violência psicológica, que ocupa o primeiro lugar no ranking, e de violência digital, que é uma forma nova e contemporânea de violência”, afirmou.
Ligue 180 registra mais de 1 milhão de atendimentos em 2026Número representa 95% do total registrado em todo o ano de 2025; violência psicológica foi a principal denúncia entre janeiro e julhoPolítica2026-08-19T19:41:58.605ZA Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), gerenciada pelo Ministério das Mulheres, registrou mais de 1 milhão de atendimentos de janeiro a julho de 2026. O número equivale a 95% do total registrado durante todo o ano de 2025, quando foram contabilizados 1.088.460 atendimentos. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique e siga o canal do SBT News. Entre os tipos de violência mais denunciados estão a violência psicológica, com 35.284 registros (35%); a violência doméstica, prevista na Lei Maria da Penha, com 24.273 (24,5%); a violência física, com 18.134 (18%); a violência moral, com 14.635 (15%); e a violência patrimonial, com 8.239 (8%). Entre as principais solicitações de informação estão orientações sobre serviços da rede de acolhimento, com 462.919 registros (44,7%); informações sobre o funcionamento do Ligue 180, com 200.989 (19,4%); e informações sobre políticas e campanhas para mulheres, com 132.042 (12,75%). Do total de atendimentos, 872.257 foram pedidos de informação; 98.705, denúncias de violência de gênero; 63.478, orientações e solicitações relacionadas aos serviços da rede; e 1.207, manifestações diversas. São Paulo foi o estado com maior demanda, com 106.552 atendimentos, seguido por Rio de Janeiro (64.670), Minas Gerais (42.439), Bahia (28.143) e Rio Grande do Sul (17.989). De janeiro a julho de 2026, o Ligue 180 registrou 678.620 atendimentos pelos cinco canais disponíveis. Foram 576.504 ligações atendidas, 31.607 atendimentos pelo WhatsApp, incluindo dados do chatbot, 70.446 e-mails respondidos e 63 videochamadas em Libras. No mesmo período de 2025, foram registrados 604.665 atendimentos. Destes, 500.388 foram ligações atendidas, 15.650 pelo WhatsApp, 88.617 por e-mail e 10 por videochamada em Libras. Naquele período, o chatbot ainda não havia sido lançado. Para Estela Bezerra, secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, os números refletem uma maior busca por informação e conscientização sobre os diferentes tipos de violência contra as mulheres. “A maioria das mulheres procura informação, mas, ao mesmo tempo, faz denúncias sobre os diferentes tipos de violência que vivencia. O Ligue 180 tem a importância de demonstrar à população como a conscientização sobre a violência contra as mulheres tem se ampliado. Antes, só eram consideradas violência contra as mulheres as agressões físicas e o feminicídio. Hoje, há denúncias de violência psicológica, que ocupa o primeiro lugar no ranking, e de violência digital, que é uma forma nova e contemporânea de violência”, afirmou.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/ligue-180-registra-mais-de-1-milhao-de-atendimentos-em-2026
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