Irã condena artista à prisão por cantar diante de homens
Hiva Seyfizadeh foi sentenciada a quatro anos de prisão por 'incitação à corrupção e à prostituição' após uma apresentação na capital Teerã
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Agência EFE
Cantora iraniana Hiva Seyfizadeh se pronuncia nas redes sociais | Foto: Reprodução/Instagram/@hiwaseyfizade - 19.08.2026
A cantora iraniana Hiva Seyfizadeh foi condenada a quatro anos de prisão por "incitação à corrupção e à prostituição" após ter sido presa no ano passado durante um show em Teerã na presença de homens, denunciou nesta quarta-feira (19) a organização de direitos humanos HRANA, com sede em Washington.
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A cantora de música tradicional foi detida em fevereiro do ano passado "por cantar na presença de homens" em uma apresentação em Teerã e foi libertada sob fiança alguns dias depois, segundo informou na ocasião seu advogado, Saeid Nemati.
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A HRANA acrescentou que a artista solicitou um recurso do caso para que seja revisado de forma "independente e exaustiva".
Após a sua prisão, a defesa explicou que a acusação contra a cantora, de 27 anos, se deve ao fato de o show realizado no complexo Rooberoo Mansion não contar com autorização, além do fato de Seyfizadeh cantar "na presença de homens".
A República Islâmica do Irã só permite que as mulheres façam apresentações para um público exclusivamente feminino, sem câmeras de vídeo ou fotos, ou como acompanhantes de cantores masculinos.
As autoridades interromperam o evento enquanto Seyfizadeh cantava sozinha a terceira música da apresentação, e ela e os integrantes de sua banda foram detidos.
Seyfizadeh, que além de cantora é professora de música clássica, apoiou os protestos eclodidos em 2022 devido à morte de Mahsa Amini após ser detida por não usar o véu islâmico corretamente, e chegou a publicar canções com o cabelo descoberto nas redes sociais.
Em junho, a cantora Parastoo Ahmadi foi presa após publicar nas redes sociais um show sem cobrir a cabeça com o véu em um caravançarai — hospedaria para caravanas do antigo Irã —, em um ato de reivindicação do seu direito de cantar.
A artista foi processada pela Justiça iraniana e acabou libertada sob fiança.
Diversos músicos iranianos foram condenados a penas severas pela publicação de composições em apoio aos protestos por Amini, entre eles Shervin Hajipour e o rapper Toomaj Salehi, que chegou a ser condenado à morte — pena anulada posteriormente, o que permitiu a sua libertação.
Nesta mesma quarta, a ONG também denunciou que o rapper Armin Nourani, conhecido como "Khojasteh", foi detido por seus vídeos em apoio aos protestos contra o regime.
O jovem rapper foi libertado pouco tempo depois após ser forçado a gravar um vídeo no qual lamenta suas publicações e declarações favoráveis às manifestações, segundo a HRANA.
Irã condena artista à prisão por cantar diante de homensHiva Seyfizadeh foi sentenciada a quatro anos de prisão por 'incitação à corrupção e à prostituição' após uma apresentação na capital TeerãMundo2026-08-19T19:53:29.241ZA cantora iraniana Hiva Seyfizadeh foi condenada a quatro anos de prisão por "incitação à corrupção e à prostituição" após ter sido presa no ano passado durante um show em Teerã na presença de homens, denunciou nesta quarta-feira (19) a organização de direitos humanos HRANA, com sede em Washington. A cantora de música tradicional foi detida em fevereiro do ano passado "por cantar na presença de homens" em uma apresentação em Teerã e foi libertada sob fiança alguns dias depois, segundo informou na ocasião seu advogado, Saeid Nemati. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. A HRANA acrescentou que a artista solicitou um recurso do caso para que seja revisado de forma "independente e exaustiva". Após a sua prisão, a defesa explicou que a acusação contra a cantora, de 27 anos, se deve ao fato de o show realizado no complexo Rooberoo Mansion não contar com autorização, além do fato de Seyfizadeh cantar "na presença de homens". A República Islâmica do Irã só permite que as mulheres façam apresentações para um público exclusivamente feminino, sem câmeras de vídeo ou fotos, ou como acompanhantes de cantores masculinos. As autoridades interromperam o evento enquanto Seyfizadeh cantava sozinha a terceira música da apresentação, e ela e os integrantes de sua banda foram detidos. Seyfizadeh, que além de cantora é professora de música clássica, apoiou os protestos eclodidos em 2022 devido à morte de Mahsa Amini após ser detida por não usar o véu islâmico corretamente, e chegou a publicar canções com o cabelo descoberto nas redes sociais. Em junho, a cantora Parastoo Ahmadi foi presa após publicar nas redes sociais um show sem cobrir a cabeça com o véu em um caravançarai — hospedaria para caravanas do antigo Irã —, em um ato de reivindicação do seu direito de cantar. A artista foi processada pela Justiça iraniana e acabou libertada sob fiança. Diversos músicos iranianos foram condenados a penas severas pela publicação de composições em apoio aos protestos por Amini, entre eles Shervin Hajipour e o rapper Toomaj Salehi, que chegou a ser condenado à morte — pena anulada posteriormente, o que permitiu a sua libertação. Nesta mesma quarta, a ONG também denunciou que o rapper Armin Nourani, conhecido como "Khojasteh", foi detido por seus vídeos em apoio aos protestos contra o regime. O jovem rapper foi libertado pouco tempo depois após ser forçado a gravar um vídeo no qual lamenta suas publicações e declarações favoráveis às manifestações, segundo a HRANA.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/ira-condena-artista-a-prisao-por-cantar-diante-de-homens
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