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Nobel iraniana Narges Mohammadi é condenada a quase 8 anos de prisão

Ativista foi acusada de conluio contra a segurança nacional e atividade de propaganda contra o regime

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Ativista iraniana de direitos humanos Narges Mohammadi levou o Nobel da Paz em 2023 | Divulgação

A Justiça iraniana condenou a ativista Narges Mohammadi a sete anos e seis meses de prisão. A sentença foi divulgada no domingo (8) pelo advogado de Mohammadi, Mostafa Nili, que conversou com a ativista por telefone, após semanas de isolamento.

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Mohammad, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2023 por sua luta contra a opressão às mulheres no Irã, foi presa em dezembro de 2025, enquanto participava da cerimônia em memória do advogado de direitos humanos Khosrow Alikordi, encontrado morto em seu escritório. Na ocasião, ela foi acusada de “entoar slogans ilegais” e “perturbar a ordem pública”.

“Mohammadi foi condenada a 6 anos de prisão sob a acusação de ‘reunião e conluio contra a segurança nacional’ e a 1,5 ano de prisão por ‘atividade de propaganda contra o regime’”, disse Nili. “Além disso, punições suplementares de 2 anos de exílio para o condado de Khusf e 2 anos de proibição de deixar o país também foram impostas a ela”, acrescentou o advogado.

Mohammadi já foi presa diversas vezes pelas forças iranianas devido à sua atuação contra o regime teocrático que governa o país desde 1979. Além de defender os direitos das mulheres, exige a abolição da pena de morte no país.

A ativista já chegou a cumprir 13 anos e nove meses de prisão sob a acusação de conluio contra a segurança do Estado e de propaganda contra o governo iraniano. Da prisão, ganhou notoriedade ao apoiar os protestos desencadeados pela morte de Mahsa Amini, em 2022, inclusive contrabandeando um artigo de opinião ao The New York Times.

Em 2024, Mohammadi recebeu uma licença médica temporária devido ao agravamento do seu quadro de saúde. Ela deveria ficar três semanas em casa para se recuperar de uma cirurgia, mas permaneceu em liberdade por mais tempo devido à pressão internacional. Ao ser levada novamente para a prisão, apoiadores convocaram as Nações Unidas e governos democráticos para garantir a liberdade de ativista.

“Manter um prisioneiro privado de direitos básicos enquanto impõe penas pesadas é um exemplo gritante de tortura e repressão direcionada a defensores dos direitos humanos. A continuação da detenção ilegal de Narges Mohammadi e a imposição de pressões judiciais adicionais sobre ela, em um momento em que sua saúde física atinge um ponto crítico de alerta, coloca a vida dela em sério e irreparável perigo”, disse a Fundação Narges.

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