Super Bowl: Bad Bunny exalta cultura latina e celebra países que compõem a América
Cantor porto-riquenho foi o primeiro artista latino da história a ser atração principal do intervalo da final da NFL

Karyn Souza
O cantor porto-riquenho Bad Bunny entrou para a história como o primeiro artista latino a ser a atração principal do intervalo do Super Bowl, a final da liga de futebol americano (NFL), que aconteceu neste domingo (08), no Levi's Stadium, em Santa Clara, na Califórnia (EUA).
Com uma apresentação cheia de referências e mensagens, o artista celebrou a cultura e as tradições latinas. Caminhando por cenários familiares aos países sul-americanos e acompanhado de grande grupo de dançarinos e músicos, Benito performou alguns de seus maiores sucessos ao longo de cerca de 13 minutos.
O setlist contou com 'Baile Inolvidable', 'Nuevayol', 'Yo Perreo Sola', 'Safaera', 'Tití Me Preguntó', 'Café Con Ron', 'Monaco', 'El Apagón', 'Party', 'Eoo', 'Voy a Llevarte Pa PR'e 'DTMF' - faixa título de seu último álbum, "Debí Tirar Más Fotos", vencedor de três Grammys, incluindo o de 'Álbum do Ano', o primeiro da história para um disco em espanhol.
Um dos gramofones, inclusive, foi entregue por Benito a um menino que, durante a apresentação, aparecia assistindo ao discurso do cantor no Grammy. Internautas imediatamente relacionaram a criança ao pequeno Liam Conejo, de 5 anos, detido por agentes de imigração do governo Trump, o chamado ICE, durante uma ação no mês passado, em Minnesota, e libertado após uma onda de protestos. Apesar das especulações de que se trataria do próprio Conejo, foi esclarecido que o menino era um ator mirim.
O show contou ainda com as participações de Lady Gaga, que apresentou uma versão de 'Die With a Smile' no ritmo de salsa, e do também porto-riquenho Ricky Martin, que performou 'Lo Que Le Pasó a Hawaii', canção que fala sobre colonização dos Estados Unidos. Assim como o Havaí, Porto Rico, terra natal de Benito, faz parte do território norte-americano.
Benito encerrou sua participação no Super Bowl, maior evento da TV norte-americana, com um recado claro: a América é um continente. Acompanhado de diversas bandeiras, o cantor citou cada um dos países americanos enquanto segurava uma bola de futebol americano com a frase, em inglês: "Juntos, somos América".
"Deus abençoe a América, ou seja, Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Peru, Equador, Brasil, Colômbia, Venezuela, Guiana, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador, Guatemala, México, Cuba, República Dominicana, Jamaica, Haiti, Antilhas, Estados Unidos, Canadá, e minha pátria Porto Rico. Seguimos aqui!", disse Bad Bunny.
Ao fim do show, no plano de fundo da apresentação, um elemento chamou a atenção e sintetizou toda a história contada por Bad Bunny ao longo do evento. O imenso telão do estádio, usado para indicar o placar dos jogos, estampava uma frase dita por Bad Bunny durante seu discurso no Grammy: "A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor".









