Com Bad Bunny e Green Day, Super Bowl vira tema de discussão política nos EUA
Críticos do governo Trump, artistas se apresentam na grande final da liga de futebol americano (NFL) neste domingo (08)

Karyn Souza
As apresentações do cantor porto-riquenho Bad Bunny e da banda californiana de punk rock Green Day, neste domingo (08), no intervalo e na abertura do Super Bowl LX, a grande final da liga de futebol americano (NFL), viram tema de debate político nos Estados Unidos. A decisão entre New England Patriots e Seattle Seahawks acontece no Levi's Stadium, em Santa Clara, na Califórnia, a partir das 20h30 (horário de Brasília).
Críticos de Donald Trump e suas políticas de governo, os artistas se apresentam em meio à escalada da tensão nos EUA, devido às ações de agentes de imigração do país, o chamado ICE, principalmente, no estado de Minnesota.
O anúncio das atrações foi criticado por apoiadores do presidente norte-americano e pelo próprio Donald Trump, em mais de uma ocasião. Na semana passada, em entrevista ao New York Post, o republicano afirmou que foi uma "péssima escolha" da NFL, disse que é contra os músicos e os acusou de "semear o ódio".
A resposta de Bad Bunny veio durante seu discurso no Grammy, no último domingo (01), do qual saiu vitorioso em três categorias, incluindo a de 'Álbum do Ano', o primeiro da história para um disco em espanhol.
"Antes de agradecer a Deus, eu vou dizer: Fora ICE! Nós não somos selvagens, nós não somos animais, nós não somos alienígenas. Nós somos seres humanos, e nós somos americanos. A única coisa que é mais poderosa do que o ódio é o amor. Então, por favor, nós precisamos ser diferentes. Se nós lutarmos, temos que fazer isso com amor", disse Benito.
Mesmo com o público dividido, a expectativa é que Bad Bunny quebre o recorde de audiência de Kendrick Lamar no ano passado, que atingiu uma média de 127,7 milhões de espectadores.









