Braço-direito de Starmer deixa cargo em meio a desgaste por nomeação aos EUA
Morgan McSweeney pediu demissão após assumir erro na indicação de Peter Mandelson, citada em documentos relacionados a Jeffrey Epstein


com informações da Reuters
Morgan McSweeney, chefe de gabinete do primeiro-ministro britânico Keir Starmer, renunciou ao cargo neste domingo (8) após assumir responsabilidade pela nomeação do ex-embaixador Peter Mandelson como representante do Reino Unido nos Estados Unidos.
Considerado o principal conselheiro político de Starmer e um dos responsáveis pela vitória trabalhista nas eleições de julho de 2024, McSweeney afirmou que teve participação direta na indicação e disse assumir "total responsabilidade" pela decisão, que classificou como um erro.
A saída ocorre em meio ao momento mais delicado de Starmer em um ano e meio no cargo, provocado pela decisão de enviar Mandelson para Washington em 2024. A nomeação passou a ser duramente questionada após a divulgação, por autoridades dos Estados Unidos, de milhões de documentos ligados ao caso do criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein, morto em 2019.
Entre os nomes citados nos registros estão os de Mandelson e de seu marido, o brasileiro Reinaldo Avila da Silva. Segundo os arquivos, Mandelson teria avisado Epstein com antecedência sobre um resgate de 500 bilhões de euros da União Europeia para proteger o euro durante a crise financeira.
Diante da repercussão, Mandelson anunciou em 1º de fevereiro que deixou o Partido Trabalhista, afirmando que não queria “causar mais constrangimento ” por sua ligação com Epstein.
Até o momento, o gabinete de Keir Starmer não informou quem assumirá a chefia de gabinete, nem se a nomeação de Mandelson para Washington será revista.









