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Portugal elege socialista moderado como novo presidente por um mandato de cinco anos

Com quase 70% dos votos apurados, António José Seguro, de 63 anos, obteve 64% dos votos, ante 36% de seu adversário, o candidato de direita André Ventura

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O socialista moderado António José Seguro garantiu uma vitória esmagadora e um mandato de cinco anos como presidente de Portugal no segundo turno da eleição presidencial, neste domingo (8), derrotando seu rival do partido de direita "Chega", André Ventura, mostraram pesquisas de boca de urna e resultados parciais.

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Uma série de tempestades nos últimos dias não conseguiu dissuadir os eleitores, com uma participação eleitoral praticamente igual à do primeiro turno, em 18 de janeiro, apesar de três municípios no sul e centro de Portugal terem adiado a votação por uma semana devido às inundações. O adiamento afetou cerca de 37.000 eleitores registrados, ou cerca de 0,3% do total, e não vai influenciar o resultado geral.

Com quase 70% dos votos apurados, Seguro, de 63 anos, obteve 64%. Ventura ficou atrás com 36%, ainda assim provavelmente garantindo um resultado muito melhor do que os 22,8% que seu partido anti-imigração, o Chega, obteve nas eleições gerais do ano passado. As cédulas em grandes cidades como Lisboa e Porto são contadas no final.

Duas pesquisas de boca de urna colocaram Seguro na faixa de 67% a 73% e Ventura em 27% a 33%.

No ano passado, o Chega tornou-se a segunda maior força parlamentar, ultrapassando os socialistas e ficando atrás da aliança governamental de centro-direita, que obteve 31,2%.

Influência política de Ventura

Apesar da derrota neste domingo, Ventura, de 43 anos, um carismático ex-comentarista esportivo de TV, pode agora se orgulhar de um apoio crescente, refletindo a influência cada vez maior da extrema-direita em Portugal e em grande parte da Europa.

Seguro se apresentou como o candidato de uma esquerda “moderna e moderada” que pode mediar ativamente para evitar crises políticas e defender os valores democráticos. Ele recebeu o apoio de conservadores proeminentes após o primeiro turno, em meio a preocupações com o que muitos consideram tendências populistas e autoritárias de Ventura.

A Presidência de Portugal é uma função em grande parte cerimonial, mas detém alguns poderes importantes, incluindo a capacidade de dissolver o Parlamento em determinadas circunstâncias. Ventura afirmou que seria um presidente mais “intervencionista”, defendendo o aumento dos poderes do chefe de Estado.

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