Política

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Ciro Nogueira afirma que tentou corrigir valor do FGC e não beneficiar banco Master
Ao SBT News, senador contou que tem contato com o dono do Master Daniel Vorcaro mas que nunca agiu para “encobrir” ilícitos do banco



Basília Rodrigues
Victoria Abel
José Matheus Santos
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) negou, em entrevista ao SBT News, que a proposta de elevar o valor de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) fosse para beneficiar o Banco Master. Pela primeira vez, o senador falou da emenda que apresentou, em 2024, em meio às discussões sobre autonomia do Banco Central, com objetivo de elevar o limite do fundo de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. O texto acabou não passando. Mas voltou a ser notícia diante do uso do FGC, neste ano, para cobrir o prejuízo de clientes investidores do Master.
“Esse valor não está corrigido há 10 anos. Faça a correção. Você acha que R$ 250 mil há 10 anos é o mesmo valor de hoje? O que se tentou foi corrigir e, basicamente, esse fundo garantidor não vem pra proteger banco, veio para proteger o correntista. Não vem para proteger o Master. Se alguém puder me explicar por que isso não é corrigido há 10 anos. Isso tinha que ser uma indexação”, afirmou ao programa Sala de Imprensa.
Ciro Nogueira assumiu que tem contato com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. “Conheço o Daniel, como conheço todos os grandes empresários desse país, donos de vários bancos, e não tenho nenhum medo de esconder essa relação porque ela nunca foi uma relação ilícita. Nunca tratei do Banco Master. Nunca fiz gestões para encobrir algo”, disse.
Ciro, no entanto, afirmou que não apóia a criação de uma CPMI do Master, o que ainda não foi deliberado pelo presidente do Congresso Davi Alcolumbre.
“Tenho muito receio de CPI na época de eleição. As questões políticas e ataques ficam mais valorizados do que realmente esclarecer os fatos. Confio mais no trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público do que nessas CPIs, principalmente na época de eleição”, avaliou.









