Sobe para 5 o número de vítimas de provável intoxicação em piscina na zona leste de SP
Juliana Faustino, de 28 anos, morreu, enquanto quatro outras pessoas, incluindo o marido dela, seguem hospitalizadas; ele está em estado crítico
Sofia Pilagallo
Agência SBT
Subiu para cinco o número de vítimas de provável intoxicação após nadarem na piscina de uma academia no Parque São Lucas, zona leste de São Paulo, no sábado (7), informou a Secretaria da Segurança Pública (SSP). O balanço anterior era de três prováveis vítimas.
Entre as cinco pessoas, uma morreu e quatro seguem hospitalizadas. Juliana Faustino, de 28 anos, é a vítima fatal. O marido dela, Vinícius de Oliveira, está internado, além de um adolescente de 14 anos e um homem e uma mulher, ambos de 37 anos.
Juliana e Vinícius foram os primeiros a apresentar sintomas. Segundo o boletim de ocorrência, eles perceberam odor e sabor anormais na água e, pouco depois, começaram a passar mal. Após a piora do quadro, ambos procuraram atendimento no Hospital Santa Helena, em Santo André.
No hospital, o estado de saúde de Juliana rapidamente evoluiu para uma parada cardiorrespiratória e ela não resistiu. Vinícius está em estado crítico e foi transferido do Hospital Santa Helena para a UTI do Hospital Brasil.
Na manhã deste domingo (8), o pai do adolescente hospitalizado foi à delegacia para reportar o ocorrido. A autoridade policial requisitou exames periciais e registrou o caso como morte suspeita e perigo para a vida ou saúde no 6° DP de Santo André.
A academia não tinha alvará de funcionamento e foi interditada pela Vigilância Sanitária. Funcionários dizem que colaboram com as autoridades nas investigações. Peritos analisam amostras da água da piscina para verificar a possível presença de substâncias tóxicas ou contaminação química que possa ter causado a intoxicação. O caso é investigado pelo 42° Distrito Policial.
O velório de Juliana é realizado nesta segunda-feira (9), na sede da OSSEL Vila Alpina - Jardim Avelino. O enterro acontece no Cemitério da Quarta Parada, também na zona leste de São Paulo.
Versão da academia
Em nota, a direção da C4 Gym afirmou que interrompeu imediatamente as atividades da piscina ao tomar conhecimento do ocorrido, acionou o socorro e seguiu as orientações das autoridades competentes. O comunicado diz ainda que a empresa está colaborando com as investigações e conduzindo apuração interna.
A academia informou que, em sinal de luto, as unidades próprias na cidade de São Paulo permaneceram fechadas nesta segunda-feira. Veja nota:
"A direção da Academia C4 GYM lamenta profundamente o ocorrido em sua unidade no último sábado (7/2), informa que prestou imediato atendimento a todos os envolvidos e que mantém contato direto com alunos e familiares para oferecer todo o suporte necessário.
A direção esclarece que não houve abandono do local, a academia apenas foi fechada como de costume, por volta de 15h, mas em nenhum momento seus responsáveis deixaram de estar disponíveis para prestar esclarecimentos. O advogado da academia, inclusive, estava no local e pediu para acompanhar a vistoria do corpo de bombeiros e polícia civil, mas não foi permitido.
Sobre a permissão de funcionamento, a empresa informa que possui AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), regularidade junto ao CREF (Conselho Regional de Educação Física) e alvará da Vigilância Sanitária válido desde 2023. Reforça, ainda, que segue colaborando integralmente com as autoridades competentes, contribuindo com todas as etapas da investigação em andamento."









