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Homem que tentou assassinar militar russo foi recrutado pela Ucrânia, diz Moscou

Serviço Federal de Segurança também apontou que ação teve participação de agências de inteligência da Polônia

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Vladimir Alexeyev é vice-chefe da Direção Principal do Estado-Maior Geral no Ministério da Defesa | Reprodução/Reuters

O Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia afirmou, nesta segunda-feira (9), que a tentativa de assassinato do tenente-general Vladimir Alekseyev foi ordenada pela Ucrânia. A ação ainda teria contado com ajuda de agências de inteligência da Polônia.

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Alekseyev, vice‑chefe da inteligência militar russa, foi atingido por três tiros enquanto estava em um prédio residencial, em Moscou, na última sexta-feira (6). Ele foi hospitalizado e precisou passar por cirurgia.

Segundo o FSB, o suspeito de atirar contra o militar é Lyubomir Korba, de 65 anos, cidadão russo nascido na Ucrânia, detido nos Emirados Árabes Unidos. Ele teria sido recrutado por um agente do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) em agosto de 2025, antes de treinar como atirador em Kiev e ser enviado para a Rússia.

“Ele recebeu US$ 30.000 pelo assassinato do General Alekseyev, recebeu uma pistola com silenciador e uma chave eletrônica para a entrada de seu prédio”, disse o órgão.

Duas pessoas apontadas como cúmplices na ação também foram identificadas. São eles: Viktor Vasin, apoiador da Fundação Anticorrupção (designada na Rússia como organização terrorista) e atualmente detido em Moscou, e Zinaida Serebritskaya, suspeito de alugar um apartamento no mesmo prédio de Alekseyev, que fugiu para a Ucrânia.

A Ucrânia ainda não se pronunciou sobre a acusação do FSB. Desde o início da guerra, no entanto, três autoridades russas já foram assassinadas. Kiev reivindicou um ataque em 2024, na qual matou o general Igor Kirillov, chefe das Forças de Defesa Nuclear, Biológica e Química (NBC). Ele estava saindo de um complexo residencial quando um dispositivo escondido em uma scooter explodiu.

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