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EUA querem que Rússia e Ucrânia encerrem guerra até junho, afirma Zelensky

Conflito completará quatro anos em fevereiro; segundo o presidente ucraniano, governo Trump propôs nova rodada de negociações na próxima semana em Miami

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Guerra entre Rússia e Ucrânia começou em fevereiro de 2022 | Reprodução/X/Twitter

Os Estados Unidos querem o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia até o mês de junho, antes do início do verão no hemisfério norte, afirmou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em declarações dadas à imprensa nessa sexta-feira (6), mas divulgadas neste sábado (7). O conflito completa quatro anos no fim de fevereiro.

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"Eles disseram que querem que tudo seja resolvido até junho", disse o mandatário. "E eles farão de tudo para acabar com esta guerra. Querem um cronograma claro dos eventos", completou, reforçando que "se os russos realmente estiverem prontos para encerrar a guerra, então é realmente importante termos um prazo".

Zelensky ainda declarou que Washington propôs um encontro entre delegações ucranianas e russas em Miami, nos EUA, na próxima semana. "Nós confirmamos nossa participação", informou.

Negociações por paz na região têm falhado repetidas vezes, apesar da pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que Rússia e Ucrânia deem um ponto final ao conflito desde que ele voltou à Casa Branca, no início de 2025.

O Kremlin pede que a Ucrânia ceda integralmente a região industrial de Donbass, composta pelas cidades de Donetsk e Luhansk, onde combates continuam intensos. Kiev rejeita essa condição.

Enquanto isso, ambos os países retomaram as trocas de prisioneiros após cinco meses de interrupção. Na última quinta (5), cada lado libertou 157 soldados capturados durante negociações mediadas pelos EUA em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Zelensky relatou neste sábado que a Rússia realizou novos grandes ataques contra a infraestrutura de energia da Ucrânia, com disparos de mais de 400 drones e mísseis "de vários tipos".

"Todos os dias, a Rússia poderia escolher a diplomacia, mas escolhe novos ataques", lamentou em postagem nas redes sociais.

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