Kremlin rejeita alegações ocidentais de que Epstein era agente dos serviços secretos russos
A Rússia é mencionada milhares de vezes nos arquivos do caso divulgados recentemente pelo Departamento de Justiça dos EUA


Reuters
O Kremlin afirmou na quinta-feira (5) que não quer perder tempo respondendo a perguntas sobre sugestões não comprovadas na mídia ocidental e pelo primeiro-ministro da Polônia de que o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein poderia ter sido algum tipo de agente da inteligência russa.
O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, disse na terça-feira (3) que Varsóvia iria iniciar uma investigação sobre o que considerava possíveis ligações entre Epstein e os serviços de inteligência russos, bem como sobre qualquer impacto potencial na Polônia.
Tusk não apresentou provas para suas afirmações, embora a mídia ocidental tenha questionado nos últimos dias se Epstein era ou não um agente russo coletando material comprometedor sobre pessoas ricas e poderosas.
Questionado pela Reuters sobre as declarações de Tusk e sobre as reportagens da mídia ocidental, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse: "Eu gostaria de brincar sobre essas versões, mas não vamos perder nosso tempo".
Autoridades russas afirmam que as alegações de uma ligação entre Epstein e a inteligência russa estão claramente sendo divulgadas na esfera pública para desviar a atenção de um escândalo que, segundo elas, revelou a hipocrisia de homens poderosos nos Estados Unidos e na Europa.
Nos arquivos sobre Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, a Rússia é mencionada milhares de vezes. Eles também indicam que algumas das jovens com quem Epstein mantinha contato eram da Rússia, incluindo uma mulher de 26 anos que ele tentou apresentar a Andrew Mountbatten-Windsor, irmão mais novo do rei Charles.
Várias organizações de mídia e blogueiros também especularam que Epstein era espião do serviço de inteligência Mossad de Israel ou da Agência Central de Inteligência dos EUA.
Nenhuma prova definitiva ainda foi publicada por uma grande organização de notícias de que ele trabalhava para qualquer serviço de inteligência.
(Reportagem de Dmitry Antonov)








