Política

Viana diz que CPMI teve de "devolver" Camisotti ao presídio sem ouvi-lo após decisão do STF

Segundo o presidente da CPMI do INSS, empresário chegou a vir a Brasília para depor, mas decisão do ministro André Mendonça tornou o comparecimento facultativo

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Presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana | Divulgação/Geraldo Magela/Agência Senado

O presidente da Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), citou nesta quinta-feira (5) o caso de Maurício Camisotti, preso em outubro do ano passado por suposto envolvimento no esquema. Segundo o senador, decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça tornou facultativo o comparecimento do investigado à CPMI, sem obrigação de prestar depoimento.

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O senador informou ainda que a comissão tenta derrubar habeas corpus concedidos a possíveis depoentes investigados no esquema bilionário de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

De acordo com Viana, Camisotti chegou a ir a Brasília e estava na capital na quarta-feira (4), na expectativa de depor na comissão. No entanto, após a comunicação da decisão do ministro, a CPMI precisou devolver o investigado ao presídio de São Paulo sem que ele fosse ouvido.

“Eu já anunciei que nós estamos tentando derrubar os habeas corpus que foram concedidos. No caso do senhor Maurício Camisotti, o ministro André Mendonça decidiu pela facultatividade. Nós fomos comunicados oficialmente de que ele virá se desejar ou não. Para que o senhor tenha uma ideia, nós oficiamos o presídio em São Paulo, o Camisotti veio a Brasília, estava aqui ontem à noite na expectativa de depor na CPMI, mas, devido à comunicação do ministro, nós tivemos que, infelizmente, devolvê-lo ao presídio de São Paulo sem ser ouvido”, afirmou.

A CPMI do INSS se reúne nesta quinta-feira para analisar dezenas de requerimentos, entre eles pedidos de informações a órgãos públicos, quebras de sigilo e solicitações de prisão preventiva de investigados. Na sequência, senadores e deputados tomam o depoimento do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior.

A comissão apura responsabilidades no esquema de descontos indevidos aplicados diretamente nos benefícios de segurados do INSS.

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